O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, promoveu, nesta segunda-feira (16), um momento de reflexão sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. A ação reuniu as mulheres para um encontro com música, poesia e falas emocionadas, reforçando a importância de romper o silêncio e fortalecer o apoio entre mulheres.
O encontro também representou um gesto coletivo de repúdio à violência de gênero. Durante a atividade, foi lembrado o caso recente de Alciele de Almeida Alencar, de 31 anos, que morreu após ser agredida pelo ex-companheiro. A morte cerebral da jovem foi confirmada na última quinta-feira (12), reforçando a importância de incentivar mulheres a denunciar e buscar ajuda diante de situações de violência.
Um dos momentos marcantes da programação foi conduzido pela enfermeira Rose, que atua na unidade e também é cantora. Por meio da música e poesia, ela levou uma reflexão sobre a força feminina e a importância do apoio entre mulheres diante da violência.
“Além de atuar como enfermeira, também sou cantora, conhecida artisticamente como Dani Campos, e poder usar a arte para falar de um tema tão necessário foi especial. Diante do aumento dos casos de violência contra a mulher, precisamos incentivar que nenhuma mulher se cale e que busque ajuda quando enfrentar ameaças. Quando nos ouvimos e nos apoiamos, nos tornamos mais fortes”, destacou a profissional.
Sensibilização
A iniciativa, realizada em alusão ao mês dedicado às mulheres, também abriu espaço para relatos e reflexões sobre a importância da escuta, da empatia e da solidariedade. O momento reforçou a ideia de que o apoio coletivo pode ser um caminho importante para enfrentar situações de violência, medo e vulnerabilidade.
A coordenadora de Humanização do hospital, Anny Segovia, destacou que ações como essa fortalecem o compromisso da unidade em promover um ambiente de trabalho mais seguro e acolhedor. “Quando abrimos espaço para a escuta, a arte e o diálogo, reforçamos que a violência contra a mulher não pode ser naturalizada”, afirmou.
Para a diretora executiva do Hospital Galileu, Paula Narjara, promover reflexão dentro do ambiente de trabalho também é uma forma de cuidado, e incentivo à conscientização. “A iniciativa foi um momento de reflexão. Precisamos falar sobre a violência contra a mulher, incentivar a denúncia e mostrar que nenhuma mulher está sozinha. O hospital também deve ser um espaço de acolhimento, respeito e apoio”, ressaltou a diretora.
Serviço:O Hospital Público Estadual Galileu é gerenciado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade é referência do governo do Estado em traumatologia e funciona como retaguarda para atendimento de pacientes com traumas na Região Metropolitana de Belém.
Texto: Ascom/HPEG