Geral ECONOMIA
Semas destaca oportunidades e desafios da bioeconomia na abertura do Curso Amazônia 2030, em Belém
Mesa realizado no Parque de Bioeconomia reuniu lideranças e profissionais voltados à construção de caminhos sustentáveis para a região amazônica
06/03/2026 19h32
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) participou, nesta sexta-feira (6), da mesa de abertura do Curso Amazônia 2030: Bases para o Desenvolvimento Sustentável, realizado no Parque de Bioeconomia, em Belém. Representaram a secretaria o titular da pasta, Raul Protázio Romão, e a secretária-adjunta Camille Bemerguy, em uma agenda voltada ao debate sobre os caminhos para consolidar uma economia sustentável, inclusiva e conectada às potencialidades da Amazônia.

Durante a mesa, o secretário Raul Protázio Romão destacou que o Pará vem estruturando uma política pública de bioeconomia ancorada em planejamento, pesquisa e valorização dos saberes tradicionais. Segundo ele, o Estado construiu o primeiro plano estadual de bioeconomia do Brasil com foco em cadeias produtivas e negócios sustentáveis, pesquisa, desenvolvimento e inovação, além do reconhecimento dos conhecimentos tradicionais e dos povos ancestrais.

“A gente pode falar um pouco aqui sobre o contexto de como o Estado estruturou o plano estadual de bioeconomia, o primeiro plano de bioeconomia do Brasil, focado em cadeias produtivas e negócios sustentáveis, pesquisa, desenvolvimento e inovação, e valorização dos conhecimentos tradicionais, dos povos ancestrais”, afirmou o secretário.

Raul Protázio Romão ressaltou ainda que essa estratégia se materializa em estruturas como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, pensado para fortalecer negócios da sociobioeconomia, apoiar o processamento de produtos, estimular a pesquisa de novos ativos e ampliar o desenvolvimento de soluções a partir da biodiversidade amazônica. O espaço foi entregue pelo governo do Pará como um equipamento voltado à integração entre ciência, tecnologia, inovação e saberes tradicionais, com foco na transformação da biodiversidade em valor econômico e social.

“Depois, como isso aterriza em equipamentos como Parque de Bioeconomia e Inovação, que fortalece negócios da bioeconomia e trabalha no processamento, na pesquisa de novos ativos e de novos produtos da nossa bioeconomia, e podemos falar também de como o Estado está atuando para fortalecer cadeias produtivas críticas, como a da Castanha do Pará, do açaí e do cacau”, disse.

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O secretário também enfatizou que o avanço da bioeconomia depende de um esforço contínuo de apoio às cadeias produtivas estratégicas, com redução de entraves e incentivo à produção sustentável. Segundo ele, esse diálogo com produtores e comunidades é essencial para ampliar a competitividade do Pará e abrir novas oportunidades de mercado, sem perder de vista a inclusão social e a conservação ambiental.

“Cadeias, essas que movimentam pelo Estado todo, dezenas e milhares de produtores e que podem ser apoiadas a partir do destravamento de barreiras, de burocracias e de outras coisas que o Estado, em diálogo permanente com os produtores, consegue remover essas barreiras para que a gente aumente, para que a gente expanda a exportação e a produção desses produtos de forma sustentável e inclusiva aqui no Estado do Pará”, acrescentou.

Ao abordar os desafios da agenda, Raul Protázio Romão afirmou que ciência, pesquisa e inovação são pilares centrais para que a bioeconomia amazônica ganhe escala e competitividade. Ele observou que a transformação da biodiversidade em produtos de maior valor agregado exige investimento público, formação técnica e fortalecimento de instituições de pesquisa, movimento que já vem sendo impulsionado pelo Governo do Estado.

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“A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação é um dos pilares principais do plano de bioeconomia da Amazônia. Sem ciência de ponta, sem ciência de fronteira, sem pesquisadores, trabalhando nessas cadeias, trabalhando nesses bioativos, trabalhando na identificação e na transformação da nossa biodiversidade, a gente não consegue expandir e aumentar a escala dos nossos produtos”, concluiu.