Nesta quarta-feira (4), o Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão celebra 48 anos de história como um dos principais palcos esportivos e culturais do Brasil. Inaugurado em 4 de março de 1978, o estádio, idealizado pelo governo do Pará e projetado pelo arquiteto Alcyr Meira, se tornou símbolo de emoção e tradição para gerações de paraenses e brasileiros.
Desde sua inauguração, o Mangueirão recebeu confrontos memoráveis entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club, com públicos gigantescos e decisões históricas. O estádio também foi palco de algumas das maiores competições do futebol brasileiro e internacional. A seleção brasileira jogou pela primeira vez em Belém no dia 8 de novembro de 1990, quando empatou em 0 a 0 com o Chile. Em 9 de outubro de 1997, o Brasil venceu o Marrocos por 2 a 0, em amistoso. Em 12 de outubro de 2005, a seleção ganhou da Venezuela por 3 a 0, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O momento mais lembrado foi em 28 de setembro de 2011, com a vitória por 2 a 0 sobre a Argentina no Superclássico das Américas, com gols de Neymar e Lucas Moura, e mais de 40 mil torcedores entoando o Hino Nacional.
Mais recentemente, o Mangueirão voltou a viver a seleção brasileira no dia 8 de setembro de 2023, recebendo Brasil x Bolívia pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, com vitória da equipe canarinho por 5 a 1.
Shows e grandes eventos que marcaram gerações
O Mangueirão também ganhou destaque como espaço cultural. Nas décadas de 1980 e 1990, recebeu shows de projeção nacional e internacional, como o grupo porto-riquenho Menudo, em fevereiro de 1985, que arrastou mais de 80 mil pessoas ao estádio; a apresentação de Xuxa em outubro de 1989; e Roberto Carlos, em 1983, que reuniu milhares de fãs.
Após a reabertura do estádio em sua forma moderna, o Mangueirão sediou ainda shows como o de Thiaguinho, em 3 de junho de 2023; Joelma, em 24 de novembro de 2023; e grandes apresentações de artistas nacionais.
Mais recentemente, o Mangueirão entrou no circuito de eventos internacionais com o Global Citizen Festival: Amazônia, realizado em 1º de novembro de 2025, que reuniu cerca de 50 mil pessoas e contou com artistas nacionais e internacionais no palco.
A maior reconstrução da história
Após mais de quatro décadas de uso, o estádio passou por uma grande transformação entre 2021 e 2023, com modernização completa da estrutura, novas arquibancadas, cobertura, sistema de iluminação, acessibilidade ampliada, gramado de alta qualidade e áreas internas revitalizadas. A reabertura oficial - em 9 de abril de 2023 - foi marcada pelo clássico Re-Pa com mais de 45 mil torcedores presentes.
O novo Mangueirão passou a ter capacidade para mais de 50 mil torcedores, tornando-se ainda mais moderno e apto a receber eventos esportivos e culturais de grande porte, com conforto, tecnologia e segurança.
Para o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Cássio Andrade, o Mangueirão representa identidade e futuro. “O Mangueirão é mais do que um estádio. Ele é um patrimônio do povo paraense, um espaço que carrega memória, emoção e que foi reconstruído para garantir modernidade, segurança e conforto. Celebrar esses 48 anos é reafirmar nosso compromisso com o esporte e com a população”, afirmou o secretário.
Uma história de emoção e identidade
Ao longo de seus 48 anos, o Estádio Olímpico do Pará construiu memórias, não só de gols e vitórias, mas também de momentos que emocionaram famílias inteiras. O Mangueirão é um patrimônio afetivo, símbolo do esporte e da cultura paraense, que segue firme como um dos principais palcos do Brasil, pronto para o futuro.
Para a Glória Henrique, que levou a filha PCD para visitar o Mangueirão, é uma emoção fazer parte da história do estádio. “Hoje eu estou vivendo um momento muito especial. No meu aniversário de 48 anos, decidi trazer minha filha para conhecer o Mangueirão, um lugar que sempre teve um significado enorme pra mim. Poder compartilhar essa emoção com ela é um presente que não tem preço. Caminhar por aqui, lembrar das histórias, dos jogos, das celebrações… e agora ver tudo isso pelos olhos dela enche meu coração de alegria”, disse.
O apelido “Bandola”
Nos primeiros anos após a inauguração, o estádio ficou popularmente conhecido como “Bandola”. O apelido surgiu porque, inicialmente, o Mangueirão possuía arquibancadas construídas apenas em um dos lados da estrutura. Do outro lado, havia um grande espaço aberto, o que dava ao estádio um aspecto incompleto, lembrando uma grande banda ou meia-argola.
A imagem de um estádio “aberto” de um lado acabou marcando a memória dos torcedores e originando o apelido que atravessou gerações. Com as ampliações e melhorias estruturais ao longo dos anos, o formato foi sendo completado, mas o nome “Bandola” permaneceu como parte da história afetiva do estádio.
O primeiro gol e o início da história
O primeiro gol da história do Mangueirão foi marcado em 1978, ano da inauguração, pelo então jogador Raimundo Mesquita, hoje engenheiro agrônomo. O momento simbolizou o início de uma trajetória de grandes emoções no futebol paraense.
“Foi um momento inesquecível. Fazer o primeiro gol do Mangueirão é algo que carrego com orgulho até hoje. A gente não imaginava que aquele estádio se tornaria tão grandioso”, relembrou Mesquita.
A programação de visitação ao estádio segue nesta quarta-feira (4) à tarde, com início às 15h, e vai até sexta-feira (6), com dois horários, pela manhã, iniciando às 8h, e tarde à tarde, com início às 15h.