POLÍCIA Confronto
Suspeito de matar grávida morre durante intervenção policial em Pacajá
Apontado como executor do crime em Altamira, homem reagiu à prisão e foi baleado; polícia afirma que ele liderava facção criminosa
28/02/2026 15h57
Por: Redação Fonte: Com informações do g1
Reprodução/ Redes Sociais

Um dos principais suspeitos do assassinato da jovem grávida Karina Carvalho Félix, de 27 anos, morreu durante intervenção policial na quinta-feira (26), no município de Pacajá, no sudoeste do Pará.

De acordo com informações das forças de segurança, Dielyson Nunes da Silva, de 23 anos, reagiu à tentativa de cumprimento de mandado de prisão preventiva e houve troca de tiros. Ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A arma de fogo e munições que estariam em posse dele foram apreendidas.

A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça após Dielyson ser apontado como o executor do homicídio de Karina, ocorrido no último dia 16 de fevereiro, em Altamira. Grávida de três meses, a vítima foi atingida por vários disparos em frente à casa de familiares. O crime causou forte comoção na região.

Segundo a polícia, a motivação estaria ligada à disputa entre facções criminosas rivais. O delegado Stéfano Alves, da Delegacia de Homicídios de Altamira, informou que o suspeito era considerado liderança da facção CCA (Comando Classe A) e estava foragido do sistema prisional.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação mostram o suspeito chegando de motocicleta, estacionando em uma rua próxima e seguindo a pé até o local onde Karina estava com familiares. Após o ataque, ele fugiu.

Ainda conforme a polícia, depois do crime em Altamira, o suspeito teria ido para Anapu, onde um adolescente de 14 anos também foi morto. As forças de segurança montaram uma operação para cumprir o mandado judicial, mas ele conseguiu escapar e se deslocou até Pacajá, onde acabou localizado.

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A ação que resultou na morte do suspeito contou com a participação da Delegacia de Homicídios de Altamira, do Serviço de Inteligência da 4ª Companhia Independente de Missões Especiais (Cime) e da Polícia Militar de Pacajá.

Um dia após o assassinato de Karina, um jovem e uma adolescente de 16 anos, irmãos, foram detidos sob suspeita de atuarem como informantes do atirador. Posteriormente, a Justiça determinou que ambos respondam ao processo em liberdade.

O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes e identificar possíveis outros envolvidos.

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