Internacional CONFLITO
Ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel ao Irã eleva tensão global e desencadeia retaliações em vários países
Operação militar sem precedentes, resposta iraniana e repercussões internacionais ampliam crise no maior foco geopolítico atual
28/02/2026 13h22 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

Hoje 28 de fevereiro de 2026, a crise no Oriente Médio atingiu um novo patamar de violência com o lançamento de uma grande ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel contra Irã. A operação, descrita por autoridades como uma ação planejada há meses, marcou o início de combates abertos após anos de tensões crescentes sobre programas nucleares, rivalidades geopolíticas e disputas regionais.

Na madrugada de sábado, forças americanas e israelenses lançaram ataques aéreos e com mísseis contra múltiplos alvos dentro do Irã — incluindo a capital Teerã e outras grandes cidades — em uma ação anunciada oficialmente como uma tentativa de neutralizar capacidades militares e ameaças nucleares iranianas. Explosões foram registradas em áreas estratégicas e mensagens governamentais alertaram sobre o início de “operações de combate em larga escala”.

De imediato, o Irã declarou que responderia com força. Nas horas seguintes, mísseis e drones lançados pelas forças iranianas atingiram o território de Israel e bases militares americanas em várias nações do Golfo Pérsico, incluindo Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein — países que abrigam tropas dos EUA.

Explosões também ocorreram em regiões como a cidade portuária de Chabahar, no Irã, destacando o alcance dos ataques.

Os Estados Unidos e Israel justificaram a ofensiva com o argumento de que o governo iraniano representa uma ameaça “existencial” devido ao seu programa nuclear e ao apoio a grupos armados na região hostis a Tel Aviv. O presidente americano afirmou que a ação visa desmantelar capacidades que poderiam ser usadas para fins militares, e o premiê israelense reforçou que o ataque era necessário para proteger a segurança nacional.

Nos meses anteriores, Washington havia reforçado suas forças no Oriente Médio, em uma das maiores mobilizações militares na região desde a década de 2000, e negociações com Teerã sobre limitações ao programa nuclear não avançaram até o último momento, intensificando a desconfiança mútua.

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A República Islâmica do Irã não só retaliou com ataques diretos a Israel, mas também lançou mísseis contra bases americanas em vários Estados árabes do Golfo, expandindo o alcance do confronto. Autoridades iranianas afirmaram que “todos os ativos e interesses dos EUA e de Israel no Oriente Médio são alvos legítimos”, sinalizando que o conflito pode se prolongar e envolver múltiplos países.

O fechamento do espaço aéreo em diversas nações, incluindo Israel, Irã, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes, provocou interrupções massivas no tráfego aéreo global — com centenas de voos cancelados ou desviados e passageiros presos em aeroportos.

A comunidade global reagiu com preocupação e críticas:

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Embora os números oficiais de vítimas ainda estejam sendo compilados, relatos preliminares indicam casualidades tanto militares quanto civis, com feridos e mortos em vários pontos do conflito. Casas, escolas e infraestrutura civil foram atingidos, intensificando a crise humanitária.

Especialistas em relações internacionais alertam que esta fase da guerra pode desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, ampliar rivalidades entre potências regionais e gatilhar uma crise econômica global, especialmente no setor energético, já que o Irã e países produtores de petróleo podem ver seus recursos e exportações diretamente afetados.

A atual escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã não se limita a um confronto militar isolado — ela reflete décadas de rivalidades geopolíticas, disputas nucleares e alinhamentos estratégicos. A rapidez com que a situação evoluiu em um conflito aberto mostra que os mecanismos diplomáticos falharam em prevenir uma crise de grandes proporções.

Com negociações anteriores interrompidas e ambos os lados determinados a impor suas condições, o mundo vive um momento de instabilidade que pode influenciar o equilíbrio de poder no Oriente Médio por anos — e, potencialmente, desencadear uma guerra ainda mais ampla se esforços de contenção não forem eficazes nos próximos dias.