O mosquito Aedes aegypti, principal vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, segue sendo um dos maiores desafios da saúde pública. Em Canaã dos Carajás, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) intensificou as ações de enfrentamento ao mosquito por meio do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), com visitas domiciliares, inspeções em estabelecimentos comerciais e orientações diretas à população.
Moradora do bairro Vale Dourado, Zenilda Xavier conhece de perto os sintomas da dengue. Dor no corpo, febre, vômito e manchas vermelhas na pele fizeram parte da experiência enfrentada por ela após o diagnóstico da doença. Nesta quarta-feira (21), Zenilda recebeu em sua residência a equipe de agentes de combate às endemias, que realizou ações preventivas e de orientação.
“Já tive essa doença, é ruim demais. Temos que estar atentos e não deixar água parada nem lixo acumulado, principalmente quando temos crianças em casa. Esse trabalho dos agentes é importante para eliminar o mosquito e orientar a gente”, ressaltou a dona de casa.
Além das residências, locais considerados estratégicos também recebem atenção especial das equipes. Em uma borracharia do município, os agentes identificaram larvas do mosquito, que foram coletadas para análise laboratorial. No local, foi aplicado larvicida biológico como forma de controle dos focos.
A agente de endemias Geysa dos Santos explicou que esse tipo de estabelecimento demanda visitas mais frequentes. “É um lugar onde não se pode descuidar. Precisamos estar aqui de 15 em 15 dias, porque há uma grande rotatividade de pneus, que acabam acumulando água. Quando identificamos larvas, todo o material é coletado e enviado ao laboratório, o que nos permite mapear as áreas com maior incidência e intensificar o trabalho”, detalhou.
O proprietário da borracharia, João da Conceição, destacou a importância da parceria com o poder público. Segundo ele, os pneus são destinados corretamente aos pontos de coleta disponibilizados pela Prefeitura. “Quando começa a chover, a gente tem que ter mais cuidado. Sempre tiro a água dos pneus e deixo nos pontos de coleta. Recebo os agentes com satisfação, porque sei que esse trabalho é para o bem de todos”, afirmou.
As ações fazem parte do LIRAa, metodologia que permite identificar, por amostragem, imóveis com presença de recipientes contendo larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A partir desses dados, a Semsa direciona estratégias mais eficazes de combate ao vetor.
O coordenador de Vigilância em Saúde, Douglas Pacheco, reforçou que a prevenção é o principal objetivo das ações. “Nosso maior desafio não é tratar a doença, mas preveni-la. Para isso, precisamos do apoio da população, eliminando água parada, mantendo os ambientes limpos e utilizando repelentes para proteção individual”, orientou.
Segundo a Semsa, além das inspeções de rotina, serão realizados mutirões quinzenais nos bairros com maior índice de infestação, abrangendo residências, comércios e terrenos baldios. A Secretaria reforça que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade.
Dengue: Febre alta entre dois e sete dias, dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele. Em casos graves, pode haver sangramentos, dor abdominal e vômitos persistentes.
Chikungunya: Caracteriza-se por dor intensa nas articulações, especialmente mãos e pés, febre acima de 39 °C, dores musculares, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos podem ser assintomáticos.
Zika: Geralmente provoca quadros mais leves, com febre baixa, manchas vermelhas com coceira, dores no corpo, além de possíveis episódios de conjuntivite e diarreia.
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