A eseprança azulina pode, enfim, se transformar em gritaria de gol. Neste sábado (15), às 16h30 (horário de Brasília), o Clube do Remo entra no gramado do Estádio da Ressacada, em Florianópolis, para um duelo que vai muito além dos três pontos em jogo. É a chance mais concreta em mais de três décadas de retornar ao andar de cima do futebol nacional.
A missão do Leão do Norte é clara: vencer o Avaí pela 37ª rodada da Série B. Mas a operação acesso depende também de uma força de resultados alheios. Com 59 pontos e a terceira posição na bagagem, o Remo precisa que:
O Volta Redonda vença a Chapecoense;
O Botafogo-SP supere o Criciúma;
E que haja um vencedor no jogo entre Goiás e Novorizontino.
Se a matemática e o futebol se alinharem, a festa será histórica.
Força Máxima no Gramado
Para a partida decisiva, o técnico Guto Ferreira recupera peças-chave. O volante Caio Vinícius e o atacante Diego Hernández, pilares do time, estão de volta após cumprirem suspensão e devem reforçar o onze inicial. A única baixa de peso é a do lateral-direito Marcelinho, que sofreu uma entorse no pé e está sob os cuidados do departamento médico.
O Leão deve entrar em campo com: Marcelo Rangel; Pedro Costa, Klaus, Kayky Almeida e Jorge; Caio Vinícius, Nathan Camargo e Panagiotis; Diego Hernández, Pedro Rocha e Nico Ferreira.
Adversário em Águas Turbulentas
Do outro lado, o Avaí vive um momento conturbado. Sem possibilidade de acesso e já livre do rebaixamento, o time catarinense ocupa a nona colocação, com 52 pontos, mas viu sua semana ser marcada por um novo protesto dos jogadores por salários atrasados, que resultou em atrasos nos treinamentos.
Em meio ao clima tenso, o técnico Vinícius Bergantin não poderá contar com o goleiro titular César Augusto, expulso na rodada anterior. Sua vaga será ocupada por Otávio.
A provável escalação do Avaí é: Otávio; Marcos Vinícius, Anderson Jesus, Eduardo Brock e Mário Sérgio; Zé Ricardo, João Vitor, JP e Marquinhos Gabriel; Emerson Ramon e Cléber.
A tensão estará no ar, mas o coração de toda a Nação Azulina baterá forte, não só pelo que acontece em Florianópolis, mas por todos os campos do Brasil. Após 31 anos, o cheiro de Série A nunca esteve tão perto.