Geral SAÚDE
Método Canguru ajuda na recuperação de bebê que nasceu com menos de 600 gramas
Foram mais de dois meses e depois mais de 20 dias na Unidade de Cuidados Intermediários - sendo 6 dias na Unidade Canguru - da Santa Casa
27/08/2025 13h37
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A pequena Maria Virginia nasceu no dia 1º de maio deste ano, em uma cirurgia de urgência depois que a mãe, Marina Chaves, apresentou complicações por conta da pressão alta na gravidez. Faltando mais 10 semanas para ser considerada madura para o nascimento e pesando apenas 588 gramas, a menina foi considerada prematura extrema e precisou ir direto da sala de parto para uma UTI, conta a mãe, Marina.

“Ela ficou na UTI mais de dois meses e depois mais de 20 dias na Unidade de Cuidados Intermediários, sendo que 6 dias foram na Unidade Canguru. Desde a UTI, as enfermeiras já me ensinavam como eu tinha que cuidar dela. E agora, me sinto muito feliz porque estamos indo embora e ela já está mamando”, conta Marina.

Toda a assistência que Maria Virgínia recebeu na Santa Casa do Pará desde o seu nascimento são preconizados pelo Método Canguru, um conjunto de práticas de cuidado humanizado e integral para recém-nascidos (RN) de baixo peso, que envolve a participação ativa da família em todas as etapas do processo, desde a gestação de alto risco até a alta hospitalar e acompanhamento ambulatorial. Seus pilares incluem o contato pele a pele precoce e prolongado, o apoio ao aleitamento materno, o acolhimento familiar e a individualização dos cuidados, contribuindo para a estabilidade do bebê e o desenvolvimento físico e emocional de todos os envolvidos.

A médica Roseana Sovano, neonatologista da Unidade de Cuidados Intermediários Canguru, da Santa Casa do Pará, acompanhou parte da evolução de Maria Virgínia e junto com outros integrantes da equipe multiprofissional que cuidou da menina, comemorou a alta da pequenina, realizada na última semana.

“Dar alta para um bebê com as características da Maria Virgínia é realmente uma grande vitória, porque somente a prematuridade extrema e o extremo baixo peso que ela nasceu, pesando 588 gramas, por si só, já trazem para a criança um prognóstico muito difícil. Então para nós, como profissionais, é realmente um grande desafio superar. De fato, toda a equipe está de parabéns por termos conseguido ultrapassar essas barreiras relacionadas à prematuridade”, afirmou a médica que exemplifica alguns dos desafios superados diariamente na prestação de assistência aos bebês prematuros que nascem na Santa Casa.

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“É um corpinho que vem para cá para fora antes do tempo. É um cérebro, um pulmão imaturo, um intestino e um coração imaturos. E tudo que a gente faz aqui é na tentativa de simular o máximo que a gente consegue, como ele deveria se desenvolver dentro da barriga da mãe. E quando a gente consegue fazer isso aqui fora com sucesso, é de fato uma grande vitória”, ressalta.

Até junho deste ano, só na Unidade de Cuidados Intermediários Canguru da Santa Casa foram realizadas 300 internações de recém-nascidos com baixo peso.