“O nosso trabalho é da área social, que envolve 37 secretarias e órgãos de governo, mas também é um trabalho da área da segurança pública, uma vez que esses serviços estão entrelaçados. Nós estamos fazendo aqui no Pará aquilo que não se fez em outros lugares do Brasil, quando se tentou reformas de segurança pública, porque em geral essas reformas só entravam com polícias - que é muito importante. Porém, não se faz transformação social só com a polícia. É preciso entrar também com todas as áreas sociais para oferecer oportunidades e melhorias de vida para a população”, informou Ricardo Balestreri, titular da Seac.
A importância de compartilhar as ações e resultados alcançados com o TerPaz foi destacada pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado. “Neste seminário, nós abordamos a tomada dos territórios, a primeira fase do TerPaz nos bairros da Região Metropolitana de Belém, assim como a importância da integração das forças de segurança com os demais órgãos que participam do programa. É importante discutir e divulgar as ações feitas pela segurança, mas também compreender o que cada órgão está fazendo para que as forças de segurança tenham pleno conhecimento daquilo que vem surtindo efeito na redução dos crimes na Região Metropolitana”, disse o secretário.
Estratégias- Representando a Seac, a diretora-geral do Núcleo de Articulação da Cidadania, Juliana Barroso; o diretor-geral das Usinas da Paz, coronel Marcos Lopes; o diretor do Projeto TerPaz Formação Profissional, Haelton Costa, e o secretário adjunto da Seac, Julio Alejandro Quezada, apresentaram as instâncias, objetivos e estratégias do TerPaz.
Aplicativo- Durante o seminário, também foi apresentado o aplicativo sobre o Gerenciamento da Estatística Criminal do Gabinete de Gestão Operacional (GGO) e da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), nos Territórios pela Paz.
“Esse aplicativo vem com uma ferramenta de gestão que vai permitir uma avaliação, em tempo real, para os gestores terem conhecimento do que está acontecendo no campo da criminalidade nos territórios. Isso vai permitir resgatar ações, uma gestão mais assertiva baseadas em evidências. Vamos direcionar os esforços a partir dos resultados que estamos obtendo”, informou Luciano de Oliveira, coordenador do eixo Segurança Pública do TerPaz.
“Esse seminário é fundamental, porque gestão se dá, sobretudo, na base de intercâmbio, em saber como as boas experiências foram feitas e o que pode ser multiplicado. Aqui, no Pará, estão fazendo uma política belíssima que une repressão policial qualificada com a prevenção social, como as Usinas da Paz, e há sempre essa necessidade de aprimorar cada vez mais a política pública”, destacou Daniel Cerqueira.
Segundo ele, o fortalecimento das políticas de segurança pública e social se dá por meio da iniciação científica. “Nos últimos anos, a gente tem visto vários Estados que saíram da política de segurança pública, baseada no achismo, na improvisação, para uma política estruturada, com base na iniciação científica, como vocês estão fazendo. Fiquei muito feliz pelo convite para falar como outros estados e países conseguiram oferecer luz no final do túnel, para essa população que está tão atormentada com a insegurança pública”, ressaltou o economista.
O titular do Comando de Policiamento da Região Metropolitana de Marituba, Giorgio Mariúba, disse que o evento agregou aos trabalhos já desenvolvidos na região. “Nós estamos em um novo momento. Podemos citar a Usina da Paz Nova União que foi entregue há menos de um mês, mas já tem resultados positivos, e que está trazendo mais recursos para a população, e aumentando o policiamento daquele local. Aqui estamos fazendo uma avaliação do nosso trabalho, uma troca de experiências com outras áreas, das metas alcançadas até agora, e o planejamento para continuar as nossas operações e o sucesso nos territórios do TerPaz”, frisou o comandante.