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Semas participa de simpósio sobre carbono e mudanças climáticas na Amazônia, em Belém
O evento acadêmico reuniu diversas setores como pesquisadores, professores, estudantes, profissionais de diferentes áreas, poder público e sociedad...
20/03/2025 17h32
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) participou, nesta quinta-feira (20), do 1º Simpósio de Carbono da Amazônia (Simcarbo), na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. O evento é realizado também pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com apoio do Governo do Pará.

A programação contou com a presença de pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de diferentes áreas, em prol de uma temática em comum: soluções para uma agricultura sustentável, que sirva como mitigadora de carbono na Amazônia.

A mesa de abertura contou com a participação do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Raul Protazio Romão, que iniciou a programação ao lado do reitor em exercício da UFRA, Jaime Viana de Souza; da professora Andreza Smith, representando o reitor da UFPA, o pró-reitor de pós-graduação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Denilson Costa; do presidente do IDEFLOR-Bio, Nilson de Oliveira; do procurador de contas do Ministério Público de Contas do Pará (MPC-Pa), Patrick Mesquita; do presidente do Simcarbo, Jorge de Azevedo; e da diretora do Instituto de Ciências Agrárias da UFRA, Gracialda Ferreira.

O evento busca realizar debates multidisciplinares, englobando diferentes atores, sejam eles pesquisa, ensino, poder público e privado, nas áreas ambiental, agrícola, pecuária, social, econômica e direito público, em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia, por meio de soluções conjuntas.

Durante a abertura, o secretário destacou a importância da realização de encontros que permitam a conexão entre diferentes setores da sociedade, enfatizando que "a agenda das mudanças climáticas, é cada vez mais relevante em todas as dimensões da vida humana", explicando que o processo de mitigação das mudanças climáticas não pode ser tratado isoladamente, sendo fundamental a colaboração entre sociedade civil, academia, setor público e privado.

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Gracialda Ferreira, representando a comissão organizadora do simpósio, defendeu a importância do poder público na discussão. "Nós precisamos aproximar todas as instituições, a Semas e a IDEFLOR têm um papel extremamente importante dentro do Estado, assim como os órgãos federais e as academias, potencializando e mostrando a ciência, envolver os alunos nesse processo, pessoas que estão sendo formadas e que vão nos ajudar com o enfrentamento às mudanças climáticas", enfatizou.

Compondo o primeiro painel do simpósio, o secretário da Semas abordou "O papel do Brasil e do Estado do Pará na COP 30". Ao lado da professora Andreza Smith, Raul destacou a importância de compreender o cenário atual das mudanças climáticas e o impacto da ação humana sobre o clima.

O secretário também enfatizou que as mudanças climáticas são um problema global que exige colaboração internacional, pois as "emissões de gases de efeito estufa desconhecem fronteiras nacionais".

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"As mudanças climáticas não são apenas uma questão ambiental, mas também uma questão geopolítica e econômica, uma vez que a economia global é profundamente influenciada pela emissão de gases e pela divisão de poder associada ao uso do petróleo. Para avançar, é fundamental lidar com as cinco principais fontes de emissões: energia, agropecuária, mudanças no uso da terra, indústria e resíduos. O desmatamento é um grande problema não apenas para as emissões, mas também para a biodiversidade", destacou o titular da pasta.

A responsabilidade compartilhada, especialmente em relação à Amazônia, que tem uma participação significativa no desmatamento global, também foi enfatizada como um dos focos para a COP 30, reforçando a necessidade de um compromisso conjunto com a preservação ambiental e com a crise climática.

Larissa Bacelar é pesquisadora na área de produtos florestais não madeireiros na UFRA, e destacou a relevância da participação do poder público em eventos como esse: "na minha pesquisa, tenho monitorado as ações do governo em relação à produção de florestas, em relação a comunidades extrativistas, então, acompanhar a participação, por meio das iniciativas apresentadas que favorecem essa atividade, é muito importante visualizar e entender tanto para as minhas pesquisas, quanto para ver as iniciativas perante à sociedade civil".

A participação da secretaria encerra com o painel "O Papel do REDD+ nas Mudanças Climáticas", apresentado pela diretora de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais da Semas, Indara Aguilar, que vai apresentar a atuação do Estado na mitigação desse processo, na conservação ambiental e no fortalecimento das comunidades tradicionais.