Nesta quinta-feira, 22, dia das vozes da tecnologia, a 27ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes promoveu eventos voltados ao debate sobre sustentabilidade no mundo da moda. A programação, realizada no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia até o domingo, 25, teve desde desfile de moda feito inteiramente de materiais recicláveis a debate sobre a produção de moda sustentável na Amazônia.
Na Arena das Artes, no período da tarde, estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio "João Carlos Batista" apresentaram o desfile "Ecoarte Sustentável", com criações próprias e todas feitas de materiais reutilizados.
Toda a criação é dos estudantes, utilizando itens como plástico, panfletos, papelão, dentre outros. "Todo o trabalho é deles, e foi feito em cerca de uma semana. A Feira do Livro precisa continuar esse caminho de abrir espaço para as criações feitas dentro das escolas, para que elas ultrapassem aqueles muros e nossos alunos sejam vistos e valorizados", enalteceu a docente.
Juliana Silva de Oliveira, de 15 anos, é uma das autoras das peças do desfile. Ela conta que reciclagem é algo presente na vida dela e da própria família, visto que dentro da casa onde mora há vários itens feitos a partir de algum tipo de reutilização.
"Minha mãe trabalha com artesanato, então eu gosto desse tipo de criação desde que eu era criança. Não deu trabalho fazer a roupa, eu desenhei e minha mãe foi orientando a fazer. Essa é a primeira vez que estou vindo à Feira do Livro e estou adorando essa experiência, de visitante e de poder apresentar algo que a gente criou", relatou.
Luan falou sobre perspectivas que podemos ter do nosso território a partir de elementos locais. "A gente tem a mimética da natureza e podemos fazer as pessoas olharem isso, entenderem o valor disso", sugeriu. Já Graça lembrou das experiências de fazer coleções inteiras voltadas a ícones do nosso o dia a dia, como o casal garça e urubu, o Ver-o-Peso, a torre de ferro da Praça do Relógio.
Sinara alinhavou as falas lembrando que falar de moda produzida na Amazônia tem um olhar mais carinhoso para o consumidor local. "Quem se interessa com essa identidade aqui quer imprimir, quer difundir essa identidade", concluiu.