A Pré-cúpula do Y20, Grupo de Juventude do G20, que ocorre até esta quarta-feira, 19, em Belém, consolidou-se, nesta terça-feira, 18, dia destinado às discussões no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, como um espaço de escuta, de articulação e de proposições das juventudes do Pará, de maneira especial.
A oportunidade, articulada pela Seirdh, de levar jovens da sociedade civil diretamente para o fórum de discussões foi muito bem aceita pelo segmento, que buscou pautar, nos debates, as questões mais específicas de cada região do Estado, como geração de emprego e renda, inclusão e diversidade, mudanças climáticas, entre outras.
Para a servidora pública Dani Oliveira, de 29 anos, moradora do município de Curralinho, no arquipélago do Marajó, foi uma das convidadas para o encontro e destacou que é fundamental que jovens de todas as regiões do Pará tenham tido assento garantido no evento, organizado pelo Grupo Oficial de Engajamento das Juventudes no âmbito do G20, o Youth20 (Y20).
"Acho muito importante que nós possamos ter sido integrados a esse evento. Como jovens marajoaras, amazônicos, é crucial que a gente possa mostrar a nossa realidade para quem vem do contexto nacional e internacional, porque a nossa vivência é completamente diferente da encontrada em outros municípios, outros Estados e outros países. Então, dessa vez, nos deram espaço para que a gente pudesse vir contar a nossa realidade, falar o que está faltando e o que nós estamos precisando, como, por exemplo, uma educação mais voltada para a nossa realidade", relatou.
Bárbara Oliveira, de 30 anos, saiu de Jacareacanga, a mais de 1,6 mil quilômetros de Belém, para integrar os debates voltados para as juventudes. "Pela primeira vez, a juventude teve um evento específico no Theatro da Paz, no Hangar, teve contato com jovens de outros países, que falam outras línguas. Recebemos todo o apoio e tivemos nossos momentos de fala, na pauta específica que cada um escolheu. Então, eu só a agradecer”, disse ela, que fez questão de pautar a dificuldade dos jovens de Jacareacanga em acessar a rede mundial de computadores, a internet. "A gente ainda tem muita dificuldade de ter internet nas escolas, nas comunidades ribeirinhas. E isso reflete na hora de procurar um emprego, por exemplo, pois não estamos preparados. Precisamos colocar nossos jovens no mercado de trabalho e tirá-los do mundo do garimpo, muito comum na nossa região”, frisou.