Durante a cerimônia, o governador Helder Barbalho foi presenteado com um souvenir confeccionado pelos internos do PEM II e com um material em artesanato, oriundo do trabalho das internas do Centro de Reeducação Feminino (CRF) de Ananindeua, que formaram a primeira cooperativa do País formada apenas por mulheres encarceradas, a Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe).
“Hoje, fico orgulhoso porque sei que podemos chegar em qualquer unidade penal e ver que temos protocolos, pois é assim que o sistema deve funcionar. Só posso parabenizar à Seap pela maior transformação na história da administração penitenciária do Pará, que já é uma referência para o nosso País. Que nós possamos avançar ainda mais, como estamos fazendo hoje. Não temos o direito de nos acomodar, temos que inovar, buscar a excelência, trabalhar coletivamente para o aperfeiçoamento da gestão e, acima de tudo, que nós possamos continuar tendo, no braço da administração penitenciária, o alicerce fundamental para ter um ambiente de pacificação, tal qual a realidade das ruas do nosso Estado. É possível transformar o ambiente do cárcere em um lugar de promoção de dignidade e de humanidade em favor dos paraenses”, destacou o governador do Estado.
“Hoje, nesta gestão, nós temos o compromisso com princípios de Direitos Humanos. Para nós, a melhor forma de combater o crime é assegurar a dignidade humana. No primeiro momento em que nós assumimos as unidades prisionais, começamos a exigir dos custodiados deveres e reconhecer direitos. Por isso, temos muito orgulho, neste momento, de trabalhar em parceria com órgãos como a Defensoria Pública e o Ministério Público. Hoje, não temos mais notícias de celulares encontrados dentro das cadeias e nem de lesão corporal de um preso contra o outro. O índice de morte de um preso contra o outro caiu para zero. E nós queremos melhorar cada vez mais. Por isso, estamos fazendo essas reformas no PEM I e II com um custo muito menor, uma vez que o trabalho carcerário está envolvido. Serão 300 internos trabalhando nas obras e, com isso, nós mostramos para todos como é que se faz governo dentro da legalidade, respeitando a Constituição, com eficiência administrativa e sem perder o controle do cárcere”, pontuou.
Segundo o secretário, ao todo, outras quatro unidades, além do PEM I e II, ainda contam com prisões contêineres no Pará, mas as obras de readequação para essas unidades também já estão em fase de licitação. São elas: Presídio Estadual Metropolitano (PEM) III, também em Marituba; Centro de Recuperação de Castanhal, no nordeste paraense; Centro de Recuperação Regional de Itaituba (CRRI), no Oeste do Estado, e Centro de Triagem Metropolitano II (CTM II), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
O promotor Edivar Cavalcante, representante do Ministério Público na solenidade, acompanha de perto o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Pará por meio da SEAP para transformar o sistema carcerário paraense. “Nesses últimos anos, o sistema prisional paraense tem dado exemplo para todo o Brasil, mostrando que há solução para problemas gravíssimos, como é o caso das prisões contêineres, que vemos aqui nos PEMs. Por isso, as obras que agora terão início são marcantes, porque resgatam os direitos das pessoas privadas de liberdade. Aqui no complexo penitenciário de Marituba já temos trabalhos de ressocialização muito grandes, tanto no campo da educação quanto de trabalho dos internos e, hoje, vemos o início do resgate da condição social e humanitária da prisão”, analisou.