Estudantes da modalidade Educação de Jovens, Adultos e Idosos do Campo (EJAI Médio Campo), da Escola Estadual Antônio Lemos, no município de Santa Izabel do Pará, realizaram ensaio e exposição fotográfica para promover a reflexão sobre identidade, ancestralidade, valores e contribuição da cultura afro-brasileira. A mostra "Resistência Negra: EJAI Médio Campo" ficará aberta ao público até a próxima sexta-feira (24), no Centro Cultural Silvio Nascimento, em Santa Izabel. A entrada é franca.
Idealizado pela doutoranda em Comunicação, Linguagens e Cultura, Nice Miranda, coordenadora de turma da EJAI Médio Campo, os estudantes confeccionaram tranças nagô, em sala de aula, vinculando a atividade à Etnomatemática, entrelaçando o conteúdo de Matemática e suas Tecnologias. Além disso, a temática da resistência negra já estava sendo debatida ao longo de todo o mês.
O ensaio envolveu imagens e conteúdos relacionados a tranças nagô, turbantes, vestimentas, pintura afro, resistência e expressividade. "É muito proveitoso os educadores estarem nos incentivando a participar e refletir sobre a resistência negra e vivenciar a cultura para que ela não se perca", contou Lia Cristina, aluna EJAI Médio Campo.
Além dos estudantes da rede estadual de ensino, a iniciativa também incluiu algumas comunidades quilombolas de Santa Izabel do Pará, como Macapazinho e Espírito Santo. "Fazer parte desse ensaio fotográfico, trajando roupas africanas e cabelos trançados, foi muito importante para mim. As tranças não são apenas um simples penteado, elas carregam consigo identidade cultural, ancestralidade e resistência. A pintura e o turbante representam a resistência, o empoderamento e o auto reconhecimento. Estou muito feliz em fazer parte desse projeto. Sou mulher negra, sou resistência, sou quilombola de Macapazinho", finalizou Edilene Sousa, participante do projeto.
Texto: Bianca Rodrigues / Ascom Seduc