Nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) realizou uma reunião de alinhamento institucional entre os órgãos estaduais que fazem parte do Comitê Estadual de Elaboração do Planejamento Estratégico de Longo Prazo do Estado do Pará – PARÁ 2050.
Com o objetivo de alinhar e definir estratégias que possam contribuir na composição de agendas de trabalho conjuntas para a elaboração e implementação das políticas públicas multinstitucionais e transversais, a reunião contou com os representantes dos 34 órgãos que compõem o comitê.
Para Brenda Maradei, assessora da Vice-Governadoria e membro do comitê estadual da COP 30, é necessário entender o momento de transição em que estamos vivendo, e o que podemos fazer para contribuir na construção deste momento que o Pará vive.
“Não tem como a gente seguir em um planejamento de longo prazo sem levar em consideração todos os efeitos das mudanças climáticas. Cada órgão tem que entender o seu papel nesta construção, isso não se trata apenas do meio ambiente, é um momento de transição muito importante, é um novo modelo de economia onde a gente têm que garantir essa floresta viva, uma transição para uma economia mais justa para todos”, contou Brenda.
O comitê estadual Elaboração do Planejamento Estratégico de Longo Prazo do Estado do Pará – PARÁ 2050 é composto pelos seguintes órgãos: Casa Civil, Fapespa, PGE, Seas, Seaster, Sectet, Sedeme, Seduc, Sefa, Segup, Semas, Seplad, Sespa, Uepa, Seap, Secult, Seap, Seop, Seel, Seju, Setran, Setur, Semu, Sepi, Seirdh, Secir, Seaf, Cohab, Prodepa, OGE, CGE, Emater, Iterpa e Codec.
Clay Chagas, Reitor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), destacou a importância da participação da UEPA na construção do Pará 2050.
“O Pará 2050 é um planejamento de longo prazo. Não é um planejamento de um governo, mas de um Estado e isso é muito importante, e a Uepa junto a todas as instituições do Estado pensa dessa maneira, estamos justamente pensando nesta universidade para daqui a mais, em torno de 20, 30 anos. Então, o Pará 2050 é um instrumento de planejamento essencial para que você possa ter uma boa administração pública ", falou o Reitor.
A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) é um pilar fundamental no Planejamento do Pará 2050. Através de seus estudos e pesquisas, a Fapespa colabora decisivamente para que as tomadas de decisão do planejamento reflitam em um futuro com boas decisões do Executivo para que obras, infraestruturas, e projetos de atuação do Poder Executivo e Legislativo em benefício da sociedade tenham maior êxito.
“Fazer um planejamento com essa dimensão, para quase 30 anos, vai dar um salto de qualidade no nosso Estado que as pessoas não têm a exata dimensão ainda. É preciso investir no planejamento para que as ações tenham cada vez mais um efeito positivo na sociedade”, pontuou Marcel Botelho, Presidente da Fapespa.
Edilena de Barbosa da Silva, diretora de Planejamento e Orçamento da Secretaria de Educação (Seduc), explicou a construção do Pará 2050, no contexto da educação. “Quando se trata de educação, o primeiro passo é a integração dos setores e dos órgãos do Estado e da sociedade civil nessa responsabilidade de preparação e, posteriormente, a execução desse plano. Para a Secretaria de Educação, hoje é muito visível que há uma necessidade para o futuro da implementação da tecnologia na aprendizagem. Eu acho que nós não podemos fugir disso. No entanto, é necessário que a gente possa reelaborar, repensar no currículo da escola e que a partir da educação possamos envolver outros temas como meio ambiente, segurança, saúde e até economia. Então, a educação, seja ela básica ou superior, traz esses temas importantes que vão ajudar no desenvolvimento do Estado”, disse a Edilena.
Dando continuidade à discussão, nesta sexta-feira (21), a reunião de alinhamento será com os órgãos não governamentais, fechando esta etapa de formulação do Pará 2050.
PARÁ 2050
O Pará 2050 é um plano composto de complexidade e diversidade desafiadora. E a partir do diagnóstico de cada região e da escuta social regionalizada, os temas transformadores serão abordados a partir de cada dinâmica local, para que as forças de cada região sejam potencializadas e os maiores desafios de cada uma delas sejam tratados com base em critérios técnicos, e preservando-se a identidade de cada território.