Nesta quinta-feira (31), o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (SEPLAD), realizou a quarta escuta social para a elaboração do Planejamento Estratégico de Longo Prazo do Estado do Pará, o "Pará 2050". O evento ocorreu no município de Santarém, na região de integração do Baixo Amazonas, e contou com a participação de autoridades, representantes do poder legislativo e executivo, e parceiros institucionais.
Realizar escutas sociais é um dos eixos para o êxito do Projeto "Pará 2050". Ao ouvir, de forma ativa, a população paraense, o Estado pode compreender as necessidades, aspirações e preocupações. Esse engajamento direto cria uma ponte entre a administração pública e os cidadãos, permitindo que as políticas públicas sejam adequadas às realidades e desejos da comunidade.
“Esta é uma oportunidade em que o Estado sai à frente ao construir um planejamento de 27 anos. Zelar e construir é o que procuramos fazer enquanto estamos à frente dessa gestão e, ao estabelecer metas e estratégias de longo prazo, o governo pode alinhar todas as suas ações e decisões de curto prazo com essa visão. Um projeto como o "Pará 2050", que envolve a participação da população na construção do plano, aumenta a transparência e a legitimidade das decisões, além de promover o engajamento cívico e a colaboração entre o governo e a sociedade”, declarou José Maria Tapajós, secretário do Baixo Amazonas.
Com uma estratégia que busca a descentralização espacial das atividades econômicas e o aproveitamento das ricas potencialidades locais e regionais, o "Pará 2050" estabelece uma visão alinhada à realidade amazônica. Esse alinhamento se baseia na consideração das especificidades locais e na observação dos macros desafios educacionais, econômicos e ambientais que impactam o estado, buscando propor ações que catalisem o desenvolvimento por meio da implementação de políticas públicas eficazes.
Para a secretária adjunta de Planejamento e Orçamento da Seplad, Nazaré Nascimento, é essencial, para alcançar e construir um Pará mais justo e sustentável, discutir o futuro, mas não esquecendo de agir no presente.
“Estas escutas sociais são de extrema importância porque são pontes, que estamos construindo, entre governo e sociedade para entender quais as necessidades que cada região de integração possui, e assim, possamos implementar políticas que promovam a diversificação econômica, o uso responsável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da nossa população. Consolidando nossa visão de futuro, agindo no presente, a fim de garantir que o Pará seja um exemplo de desenvolvimento sustentável”, frisou Nazaré.
Diagnóstico -Marco Antônio Lima, pesquisador da Fadesp e professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), fez a apresentação do relatório de três cenários, em que foram mostradas e discutidas, de modo preliminar, as projeções e análises relacionadas aos setores que representam importância estratégica no planejamento do "Pará 2050". E áreas como saúde, educação, emprego e atividades culturais voltadas de maneira estratégica para o atendimento da população jovem representam desafios a serem perseguidos pelo planejamento do estado.
Processo de planejamento -Durante a apresentação dos processos de planejamento, Railson Mota, coordenador de Planejamento de Políticas Públicas da Seplad, e coordenador do Grupo Técnico do "Pará 2050", mostrou as etapas a serem seguidas para a consolidação do plano estratégico de longo prazo,.
“As próximas etapas que iremos seguir, para a consolidação do plano, serão a definição da carteira de projetos regionalizados, a consolidação do 'Pará 2050' e a implementação com modelo de governança compartilhada”, explicou Mota.
Yara Macambira, enfermeira docente da Universidade do Estado do Pará (Uepa), e conselheira no conselho Municipal do Direito da Mulher, fala sobre a importância da população propor políticas públicas e caminhar junto às decisões do Governo.
A escuta social representa uma oportunidade para que a população paraense exerça sua cidadania e contribua ativamente para a construção de um futuro promissor. Participar desse processo é um ato de engajamento cívico e responsabilidade coletiva para pensar o destino do estado de forma participativa e representativa.
Além da participação presencial, a população também pode contribuir com o planejamento estratégico do Estado por meio do site https://www.planejacidadao.pa.gov.br/#/. As contribuições on-line podem ser encaminhadas até o dia 30 de setembro de 2023.