Prefeita Marcia Ferreira quer área que pode custar até R$ 630 mil – seja doada a empresa de companheiro de partido político, prefeito Jair Martins de Conceição do Araguaia.
Na última quarta-feira (16.02) a Câmara Municipal de Rio Maria recebeu um projeto de lei, um tanto inusitado - protocolado pela prefeita do município, pedindo autorização para doação de quatro lotes localizados em área nobre da cidade para uma empresa de comunicação de Conceição do Araguaia. O projeto ainda não foi distribuído para as comissões, mas já divide opiniões entre os vereadores e gera polêmica na população.
Apesar de o município não ter nenhum projeto de moradia ou doação de lotes para famílias que necessitam de espaço para morar, a prefeita Marcia Ferreira (MDB) pretende doar para uma empresa - quatro lotes, localizados na quadra 29 do setor Jardim Maringá. Os lotes 1, 2, 3 e 4 totalizam 1.800 m² e se depender da vontade de Márcia, os mesmos serão entregues sem nenhum custo para a empresa Rádio Terra FM CDA Ltda. que é de propriedade do prefeito de Conceição do Araguaia, Jair Lopes Martins, correligionário partidário de Márcia, ambos do MDB.
O projeto também determina que até as custas com escrituras dos imóveis sejam pagos pela donatária. Outra atitude suspeita, é que no projeto de doação foi juntado um ‘laudo de avaliação’ dos quatro lotes - feito pela própria prefeitura – fixando o valor de cada lote em apenas R$ 40.500,00, enquanto o mesmo terreno é cotado no mercado imobiliário em até R$ 160.000,00 cada lote.
A situação:
A reportagem levantou que a vereadora Lucinete Veloso ‘Lúcia do Léo’ (PSD) já manifestou que é contra a doação dos lotes. Também foi apurado que os vereadores Ugledson da Cunha Lima ‘Guega’ (REPUBLICANO), Irã Pereira de Araújo (PC do B) e Osvaldo José Matos ‘Osvaldo Sinuca’ (PATRIOTA) também se manifestado contra a doação.
Sessão:
Na manhã desta segunda feira (21.02) os vereadores de Rio Maria, se reuniram em sessão ordinária, a expectativa era que o projeto seria colocado em apreciação no plenário, porém o mesmo não foi incluso na pauta. A expectativa é que nas próximas sessões a matéria será apreciada e levada a votação. (Da redação)
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