O período de fortes chuvas no Pará traz reflexos negativos para o quadro de captação da Fundação Hemopa. Somado aos efeitos da pandemia da Covid-19 e da transmissão das Influenzas, as unidades de coleta amanhecem sem voluntários para fazer a doação de sangue. A média de coleta diária, em Belém, em janeiro é de 167 bolsas de sangue, quando o ideal é coletar 250 a 300 bolsas para deixar os estoques satisfatórios para atender a demanda hospitalar.
“O mês de janeiro é, historicamente, crítico para nós por causa da chuva que todos os dias aparece, em Belém. Os nossos doadores de sangue encontram dificuldades de deslocamento. E ainda estamos sob efeito da pandemia e, agora das gripes, o que causa ainda mais a diminuição do movimento. Mas é importante destacar que os pacientes estão precisando de sangue constantemente, portanto, o trabalho de captação de doadores não pode parar”, destacou Paulo Bezerra, presidente da Fundação Hemopa.
Como estratégia de captação de doadores de sangue, a Fundação fortalece as parcerias com instituições públicas e privadas, igrejas, ONG’s e com quem desejar contribuir com esta rede do bem, como é o caso dos servidores da Defensoria Pública do Estado, que montaram a caravana e chegaram na sede do Hemopa em Belém para doar, na manhã da quinta-feira (13.01).
Hemopa Marabá precisa de bolsas
O Hemocentro Regional de Marabá também está sofrendo os reflexos da calamidade pública diante das cheias dos rios Itacaiúnas e do afluente Tocantins, que se anteciparam e, já marcam como a maior cheia dos últimos 20 anos, segundo a Defesa Civil. Os estoques de sangue estão em estado crítico. As poucas bolsas armazenadas só atendem demanda de mais um dia. Nesta última terça-feira (18.01), apenas 12 bolsas de sangue foram coletadas, quando o ideal seria 50.
“Estamos passando por uma situação muito complicada. Já mandamos ofícios para as unidades hospitalares para suspender as cirurgias eletivas diante da falta de bolsas. As que têm aqui são para casos urgentes, apenas”, destacou Regiane Izaias, gerente do Hemocentro de Marabá.
A chuva intensa e o surto de gripes também atingem a região, o que também são fatores que resultam negativamente no estoque. “Cerca de 30 pessoas, nesta terça-feira, ficaram inaptas à doação por causa de sintomas gripais. Grupos que estavam agendados estão desmarcando por motivo de doença. A realidade está bem difícil de encarar”, completou Regiane.
Como doar
Os voluntários precisam seguir os critérios básicos:
· Ter entre 16 e 69 anos, (menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal);
· Estar bem alimentado;
· Pesar mais de 50 kg;
· Estar em boas condições de saúde.
No momento do cadastro, é obrigatório apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG, CNH), passaporte ou carteira de trabalho).
Quem teve Covid-19 também pode voltar a doar, só precisa esperar 30 dias após a cura. Quem teve contato com pessoas que tiveram a doença deve esperar 14 dias após o último contato. O mesmo vale para a gripe.
Para quem recebeu a vacina contra a covid-19 deve esperar 7 dias. E quem se vacinou contra gripe, 48h.
O Hemopa Marabá fica na Rodovia Transamazônica, Quadra 12, S/N - Agrópole do INCRA. O atendimento é de segunda a sexta, de 7h às 13h.
Contato: (94) 3312-9150 / 99234-0264 (somente whatsApp).
Belém
Nos dias 13 e 14 de janeiro, a unidade móvel da Fundação Hemopa vai atender no Hospital da Aeronáutica, que fica localizada na Avenida Almirante Barroso, em Belém. O atendimento será das 8h às 15h.
Já no sábado (15.01), o Colégio CEI, situado na Avenida Augusto Montenegro, recebe a unidade móvel do Hemopa a partir das 8h da manhã e o atendimento ao doador segue até às 16h.
Mais informações 3110.6500 /0800 280 8118.
Agência Pará