Quadrilhas acusadas de roubos a bancos são presos no Pará e Tocantins

A Polícia Civil apresentou cinco acusados de envolvimento em um grupo criminoso, responsável por roubos a agências bancárias no sudeste do Pará. Os presos foram apresentados na sede da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), em Belém. Os cinco presos conduzidos para Belém são Jonatan Pereira Barcelos (“Vaqueirinho”); Alexsandro Souza de Oliveira (“Grande”); Eduardo Almeida Maia da Silva (“Magrão”); Kayo Fernando Menezes da Silva, e Pedro Henrique Reis Dias, que foi preso em Palmas (TO).

As prisões foram realizadas nos estados do Pará e Tocantins. Além dos presos, os policiais mostraram à imprensa 80 explosivos e 100 metros de cabos e espoletas usados na detonação de caixas eletrônicos. Outros dois integrantes do grupo estão presos no Tocantins. Em novembro do ano passado, a Polícia Civil já havia prendido outros sete envolvidos com o grupo criminoso em Marabá, na Operação Lampião.

O delegado Fausto Bulcão, da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à DRCO, disse que, pelas investigações já realizadas, os presos integram um grupo de assaltantes de banco com atuação nas regiões sul e sudeste do Pará, e ligações com grupos criminosos de outros estados, como Tocantins e Maranhão.

Conforme o delegado Fausto Bulcão, até o momento as investigações realizadas pela equipe da DRRB já apontaram o envolvimento do grupo em cinco assaltos a banco no Pará e um assalto no Tocantins, no tipo de ação conhecida como “novo cangaço” ou “vapor”.

Investigações – As investigações que resultaram na prisão de integrantes do grupo criminoso começaram em agosto do ano passado, logo após o assalto a uma agência bancária no município de Sapucaia, no sudeste paraense. Na ocasião, os criminosos usaram explosivos para estourar caixas eletrônicos e cofres do banco.

“Deslocamos equipes de policiais civis para a cidade, e a partir do levantamento de imagens de câmera de monitoramento, relatos de testemunhas e informações coletadas na cidade, conseguimos prender parte do grupo criminoso em novembro do ano passado, na cidade de Marabá, durante a Operação Lampião”, detalhou.

A polícia cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e condução coercitiva, expedidos pela Comarca de São João do Araguaia, no Pará, contra criminosos ligados a assaltos contra instituições bancárias e empresas de transportes de valores.

Durante a Operação Lampião foram presos Jurandi Gomes da Silva, que também se identifica como Pablo Ferreira, de apelido “Toca”; Edivaldo Batista da Silva, conhecido por “Junior”, “João” ou “Buchudo”; Andreia Santos Perlinski; Leandro Soares da Silva, de apelido “Cowboy”; Helena Lima da Silva; Vanderlan Reis Andrade, apelidado de “Nenzim”, e Rosivania Gomes dos Santos, a “Rose”. Os mandados judiciais foram cumpridos na Folha 33, no Núcleo da Nova Marabá, Jardim Vitória, Bairro do Aeroporto, KM-11 e Bairro Morada Nova, em Marabá, e no Bairro Centro, em São Domingos do Araguaia. No decorrer das investigações foram presos mais sete envolvidos com o grupo.

Operação – Os cinco acusados, informou o delegado, participavam de uma quadrilha com atuação na região de Redenção, no sul do Pará, e no Tocantins. A operação que resultou nessas prisões foi deflagrada entre os dias 06 e 09 deste mês, e envolveu policiais civis da DRCO, da Superintendência Regional do Araguaia Paraense e Núcleo de Apoio à Investigação de Redenção (NAI/Sul).

Outros dois homens foram presos, posteriormente, por policiais civis de Tocantins. Bruno Marrone da Silva Sena, de apelido “Tio Sam”, foi preso em Colinas, e Ronan Veras dos Santos, conhecido como “Estrela”, foi encontrado pela polícia em Araguaína.

Eles responderão por associação criminosa, roubo qualificado e explosão de bancos. O material apreendido será repassado para o Exército brasileiro, que ficará responsável pela detonação dos explosivos, em cumprimento à decisão judicial autorizando a destruição.

O delegado Tiago Belieny, titular da DRRB, disse que atualmente os grupos criminosos contam com pessoas de outros Estados em atuações no Pará. “Já tivemos casos de participação de pessoas de outros estados, como Santa Catarina, e da região nordeste do Brasil”, acrescentou.

PARAZÃO TEM DE TUDO/ Walrimar Santos

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