CRIANÇA DE PIÇARRA DIAGNOSTICADA COM LEISHMANIOSE FALECE EM PARAUAPEBAS

Criança de Piçarra diagnosticada com leishmaniose em Parauapebas falece neste domingo, 20

HGP já recebeu dez pacientes, com a doença, oriundos de outros municípios, desde o início do ano.

A Prefeitura de Parauapebas recebe com tristeza a notícia do falecimento precoce de uma criança de apenas 11 meses, neste domingo, 20, vítima de leishmaniose visceral e se compadece com sua família neste momento de intensa dor.

A paciente do município de Piçarra passava por atendimento médico em seu município de origem desde 1˚ de abril, mas apenas ao dar entrada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) já em 11 de maio, ou seja, há mais de 40 dias com os sintomas, obteve o diagnóstico correto e iniciou tratamento adequado. No entanto, mesmo diante do empenho de todos os profissionais de saúde para restabelecer a saúde da criança, lamentavelmente a paciente veio a óbito.

Assim como inúmeras doenças, a leishmaniose também pode levar à morte se não tratada corretamente desde seu estágio inicial. Isto se comprova com o fato de que todos os pacientes moradores de Parauapebas diagnosticados com a doença, ainda no início, receberam atendimento apropriado e apenas uma criança que está sendo tratada na UTI pediátrica em Marabá ainda não recebeu alta, mas passa bem e nesses casos a cura chega a 100%.

Desde o início do ano até 19 deste mês foram diagnosticados 36 casos de leishmaniose em humanos, dos quais 26 são moradores de Parauapebas e dez são oriundos de outros municípios. Entre os pacientes migrantes estão as duas meninas de 2 anos e 11 meses que faleceram recentemente em decorrência da doença.

Para garantir eficiência ao tratamento, a prefeitura municipal adquiriu em 2017 testes rápidos que reduziram o tempo para o diagnóstico de 15 dias para dez minutos, o que possibilita tratamento imediato sucedido da cura.

Desde o mês de janeiro deste ano, a Secretaria de Saúde (Semsa) já atendeu 550 animais domésticos, e para cada paciente diagnosticado com a doença é realizado controle químico no raio de duas quadras da residência do paciente com a utilização de inseticidas para a eliminação do mosquito-palha, responsável pela transmissão da leishmaniose.

Campanhas educativas são realizadas pelos agentes de endemias conforme indicativos obtidos por meio de monitoramento permanente em bairros, como Ipiranga, Novo Brasil, Betânia e Morro Céu Azul.

Sintomas

Humanos acometidos pela doença podem apresentar sintomas como febre irregular por mais de sete dias, falta de apetite, fraqueza e inchaço abdominal em decorrência de alterações no fígado e baço. Em caso de suspeita da doença, o usuário deve procurar uma unidade de saúde imediatamente para, caso confirmada a doença, passe por tratamento com duração média de sete a 30 dias.

Prevenção

Entre as medidas de controle estão a limpeza de quintais e terrenos baldios, destinação adequada de lixo doméstico, uso de proteção em ambientes de matas – como repelentes e roupas adequadas -, além da limpeza periódica de abrigos de animais.

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