12 de junho de 2021

TJPA condena Alessandro Camilo a 24 anos de prisão pela morte de Ana Karina

Após 11 anos de espera, a família e amigos de Ana Karina Guimarães receberam a notícia do julgamento e condenação do autor do crime que matou a jovem ainda gravida de nove meses, Alessandro Camilo, de 48 anos.


O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) nesta quinta-feira (10) condenou Alessandro Camilo a 24 anos de prisão. O crime chocou a população em 2010 finalmente teve seu desfecho na noite de hoje, mais de uma década após o assassinato. Alessandro Camilo, de 48 anos, foi condenado por homicídio duplamente qualificado, crime de aborto e ocultação de cadáver.
Ana Karina Guimarães na época esperava um filho do acusado, e despareceu. Após as investigações da Polícia confirmou a morte da jovem, mas o corpo da vítima e da criança que estava prestes a nascer não foi encontrado.

Ana Karina Guimarães



Alessandro Camilo foi apontado como mandante do assassinato de Ana Karina. A jovem, que na época estava no último mês de sua gestação, não estava mais se relacionando com Alessandro e o cobrava postura paternal. Nas investigações foi confirmado que para acabar com sua irritação e desconforto com as cobranças da vítima, Alessandro planejou o assassinato da jovem. O acusado de forma fria e cruel armou uma emboscada para Ana Karina.


O acusado usou suas artimanhas atraindo a vítima para um local desabitado, dizendo que iria dar dinheiro para a gestação e cuidados com o bebê. Acreditando nas falsas promessas de Alessandro Ana Karina foi ao encontro. No local, já estavam Francisco de Assis Dias e Florentino de Souza Rodrigues, os outros dois acusados no processo, momento que a vítima não teve como escapar do fim trágico arquitetado pelo pai do seu filho.


A vítima foi morta a tiros por Alessandro que após o crime tentou levar a vida naturalmente, mas não esperava que a Polícia chegasse até ele. O acusado foi preso e permanece até o momento em regime fechado.


A atual esposa do acusado, Graziela Barros de Almeida, era acusada de planejar o assassinato com Alessandro, mas foi absolvida pelo júri popular. Francisco de Assis, cúmplice que ajudou a ocultar o corpo da vítima, foi condenado a três anos e 40 dias de detenção, a princípio em regime semiaberto.


Como o assassino Alessandro já cumpriu pouco mais de sete anos de prisão, terá a redução proporcional e ficará no máximo 17 anos na cadeia.

Acontece Pará

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