15 de junho de 2021

Vale e a farsa da fabrica de laminados, isenções fiscais e uma colônia chamada Pará

Uma encenação feita com o lançamento do projeto S11D, o maior projeto de mineração do mundo, em Canaã dos Carajás, apresentado como a redenção do desenvolvimento regional.
Assim a mineradora teve de negociar com o Ministério das Minas e Energia algumas compensações, como agregação de valores, que era o sonho dos paraenses, para poder conseguir a licença ambiental do Ibama em 2009 e, como contrapartida para o empreendimento, a Vale anunciou a Alpa Aços Laminados do Pará, com a promessa de que iria alavancar a indústria local.


Mas, o notado é que a Vale deu o cano nos paraenses, já que a verticalização da indústria mineral do Pará não passou de promessa. Mas, a mineradora, pelo visto, conseguiu seu objetivo tendo a licença ambiental em mãos, tendo assim se se esquecido da promessa e mais uma vez ludibriou os paraenses. Porém, conforme o cobiçado, o S11D entrou em operação e, mesmo assim, a Alpa nunca produziu um metro de laminado.

A situação não afetou apenas as expectativas de muitos que acreditavam ter seus futuros mudados, para melhor, com a geração de emprego e renda, mas, também dos donos dos imóveis desapropriados, já que estes, não receberam, sequer, um centavo.
Nosso povo continua “a ver trens” que levam suas riquezas sem deixar para ele nem memso o direito a reclamar o mínimo de compensação.



Enquanto convive com a desigualdade social advinda da má distribuição de renda e da pouca assistência dada pelo Estado já que a mineração é um grande negócio para as grandes empresas, como a Vale, também para a União e os municípios onde estão as jazidas, mas, é um péssimo negócio para o Estado, que não recebe nada com a desoneração das exportações, e ainda tem que entrar com a infraestrutura para as operações industriais.

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