1 de agosto de 2021

Polícia coíbe tráfico de entorpecentes no Pará

O trabalho de enfrentamento à criminalidade, que vem sendo realizado nos dois últimos anos pelas forças de segurança do Pará, bateu recorde histórico de drogas apreendidas no Estado. Ao todo, foram, aproximadamente, sete toneladas de entorpecentes, entre cocaína, de maior volume, e maconha, somente entre os meses de janeiro e outubro de 2020. Este ano, em menos de dois meses, quase duas toneladas já foram apreendidas, além da desarticulação de organizações criminosas que atuavam no território paraense e em outros estados.

A última grande apreensão de 2021 ocorreu no último sábado (20), no município de Bujaru, localizada na 3ª Região de Integração de Segurança Pública (Risp), nordeste paraense, quando a Polícia Militar, após receber uma denúncia anônima, encontrou quase uma tonelada de entorpecentes semelhantes a cocaína. Três pessoas que estavam no local indicado, em dois veículos, trocaram tiros com a polícia e depois empreenderam fuga por área de mata. Os carros foram abandonados. Em seguida, a droga foi conduzida pela equipe da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), vinculada à Polícia Civil, e, após realização dos procedimentos devidos, o material foi periciado pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Comandante do 23º BPM, Gledson Santos


“Em Parauapebas e municípios em área de circunscrição deste batalhão o combate ao tráfico de entorpecentes é e continuará sendo acirrado”, afirma o Tenente Coronel, Gledson Santos, comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, apresentando a ROCAM – Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas, como a mais atua no combate a essa modalidade criminosa, já tendo, só nos primeiros três meses desse ano, feito 1.005 prisões e encaminhamentos, para as delegacias de polícia civil, de pessoas suspeitas ou envolvidas com o tráfico de entorpecentes.
De acordo com o comandante militar, isso parte da abordagem na rua. Ação tida como importante para que o policial verifique se está ocorrendo um ato criminoso naquele momento e assim ocorre a prisão os suspeitos. Conforme números repassados à equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açucar, só no primeiro trimestre deste ano, também graças à essas abordagens, foi tirado das ruas, pelo menos, 10 quilos de entorpecentes divididas entre maconha e crack.

Tráfico elitizado – Tinha como uma droga usada por pessoas com maior poder financeiro, os comerciantes de drogas sintéticas também têm sofrido prejuízo com a apreensão de sua mercadoria e prisão de envolvidos; tendo sido apreendido, só esse ano em Parauapebas, 1.200 pílulas de extase. “Esse é um tipo de drogas que é comercializada entre pessoas conhecidas em festas privadas realizadas em locais privados como, por exemplo, chácaras e outras propriedades de grande espaço e isso dificulta a entrada da polícia”, reconhece Gledson, dizendo que, mesmo assim, a polícia militar tem conseguido combate-la.
Umas das prisões em destaque ocorreu recentemente em Curionópolis, sendo a de um traficante distribuidor flagrado com três quilos de crack, interrompendo assim a conexão de distribuição daquele tipo de entorpecentes nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás.

(Francesco Costa)

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