25 de junho de 2021

Infecção urinária pode ser sinal de doença nos rins ou na bexiga, alerta profissional

A infecção urinária é um problema comum que pode evoluir para um quadro grave caso não seja tratada da maneira adequada

A infecção do trato urinário, conhecido também pela sigla ITU, é uma doença comum entre a população, atingindo todas as idades e ambos os sexos. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para o tratamento. Em casos graves, ela pode se transformar em uma infecção generalizada e levar à morte.

De acordo com Letícia Patrício Leo, médica clínica da Pró-Saúde e com atuação no Hospital 5 de Outubro (HCO), em Canaã dos Carajás, as mulheres se mostram mais vulneráveis neste tipo de infecção, por uma questão anatômica, devido a uretra ser mais curta e a sua entrada mais próxima da vagina e ânus.

Letícia Patrício Leo

“Uma flora vaginal saudável, com pH ácido, ajuda na proteção. Porém, se existe algum desequilíbrio nas bactérias da vagina, a mulher fica mais suscetível à doença”, explica.

A especialista comenta que no homem é maior o comprimento uretral, além de contar com outros fatores antibacterianos que ajudam na proteção. No entanto, homens também podem sofrer esse tipo de infecção. “Alterações urinárias também pode indicar aos homens que algo não anda bem com a próstata”, alerta.

Letícia ressalta que os principais sintomas para infecção urinária envolvem ardência e dor ao urinar, aumento da frequência miccional, ou seja, urinar mais do que o usual e dor na região inferior do abdome. Em alguns casos também pode existir sangue e odor forte na urina.

A profissional explica que, na maioria das vezes, essas bactérias causam apenas cistite, nome dado à inflamação restrita a bexiga, mas alguns tipos têm a capacidade de aderir e invadir o trato urinário chegando até os rins, o que se denomina pielonefrite.

“Isso ocorre principalmente quando há demora ou tratamento incorreto. Vale lembrar que a infecção urinária não é transmissível, ou seja, não passa de uma pessoa para outra”, diz.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio de exames de laboratório, contudo, principalmente em pacientes com quadro de ITU recorrente é importante realizar teste mais complexos de cultura de urina e antibiograma, que irão definir o tipo de bactéria e qual o melhor antibiótico a ser utilizado no caso.

“Não realizar o tratamento conforme a orientação médica permite que as bactérias se multipliquem e ascendam o trato urinário, afetem os rins ou migrem para a circulação sanguínea, o que chamamos de infecção generalizada”, conclui Letícia.

Cuidados para evitar infecção urinária

• Beba muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da uretra e da bexiga;
• Urine com frequência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é uma contraindicação importante;
• Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário;
• Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas a região da vulva e do ânus. Depois de evacuar, caso não haja a possibilidade de uso da ducha higiênica, passe o papel higiênico de frente para trás;
• Sempre que possível, lave-se com água e sabão, de pH neutro. Ainda assim, não exagere, pois a lavagem em excesso pode prejudicar o equilíbrio da flora genital, importante para a proteção do nosso organismo;
• Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias;
• Mulheres devem trocar os absorventes com frequência para evitar a proliferação bacteriana.

O Hospital 5 de Outubro foi fundado pela empresa Vale e projetado para apoiar as operações da Mina Sossego e a implantação do projeto S11D. A unidade é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde.

A unidade possui estrutura de pequeno porte, com capacidade para atender casos de até média complexidade e congrega ambulatório para consultas eletivas, Pronto Atendimento 24 horas, instalações de internação com enfermarias e apartamentos individuais e suporte diagnóstico.

A unidade é certificada pelo Programa Nacional da Qualidade (PNQ), concedido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que reconhece a qualidade e segurança da assistência.

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