22 de junho de 2021

Educação e Tecnologia: desafios do fomento à inovação e independência tecnológica” será tema de debate do Comitê Gestor da Internet no Brasil

Mestre em Educação pela Stanford University e cofundador da Geekie, Claudio Sassaki integrará a mesa Educação e Tecnologia: desafios do fomento à inovação e independência tecnológica, em 14 de maio, às 16 horas. O bate-papo integra o seminário “Os desafios do uso de plataformas digitais na Educação do Brasil”, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) – estrutura multissetorial responsável por coordenar e integrar as iniciativas relacionadas ao funcionamento da internet no país, além de produzir estudos e pesquisas que são referência na temática.

Claudio Sassaki, cofundador da Geekie e mestre em Educação pela Universidade de Stanford
Heloisa Lisboa


São Paulo, 11 de maio de 2021 – Por mais que o acesso à internet tenha avançado nas escolas brasileiras, o desafio de contribuir para a melhoria da educação com o emprego de tecnologias permanece como um enorme obstáculo a ser superado. Hoje, o ensino a distância tem sido uma realidade para todos os níveis educacionais, impulsionada pelo contexto de uma pandemia global; em contrapartida, o termo “plataformas digitais educacionais” é amplo e abarca uma série de ferramentas muito distintas umas das outras. Para discutir essas e outras questões fundamentais para o desenvolvimento, uso e a adoção de plataformas digitais educacionais no Brasil, o Grupo de Trabalho de Plataformas Educacionais do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) convidou especialistas como Claudio Sassaki, mestre em Educação pela Universidade de Stanford e cofundador da Geekie.

Para apresentar a experiência pioneira da Geekie – empresa referência internacional em educação com apoio da inovação –, Claudio Sassaki, mestre em Educação pela Universidade de Stanford, integrará a mesa Educação e Tecnologia: desafios do fomento à inovação e independência tecnológica, que acontecerá em 14 de maio, a partir das 16 horas, de forma remota. O bate-papo integra o seminário Os desafios do uso de plataformas digitais na Educação do Brasil, conduzido pelo Grupo de Trabalho de Plataformas Educacionais do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), organização responsável pela coordenação e integração de diretivas estratégicas relacionadas ao desenvolvimento e uso da internet no país, além de produzir pesquisas e estudos que são referência na temática.

O GT Plataformas Educacionais – coordenado pelo conselheiro professor Rafael Evangelista – tem como objetivo levantar informações sobre o uso de plataformas educacionais em escolas do ensino fundamental, médio e superior, bem como de práticas e iniciativas locais de infraestrutura que atendam às exigências das normas educacionais brasileiras. Segundo os organizadores, a participação de Claudio Sassaki permitirá que o grupo sistematize pontos cruciais para endereçar os desafios do uso de plataformas digitais na educação a partir de uma perspectiva multissetorial e interdisciplinar.

Case Geekie One

Há quase uma década, a Geekie usa a inteligência artificial em ferramentas e plataformas. “Com uma visão pragmática e especializada, temos desenvolvido formas inovadoras de fazer uso da tecnologia e de metodologias para elevar os processos de aprendizagem a um nível coerente com as necessidades dos estudantes do século XXI. Não se trata de automatização ou de digitalização, mas da possibilidade inovadora de personalizar, canalizar o tempo dos educadores e gestores para o que realmente importa e utilizar os recursos e as metodologias capazes de apoiar uma educação coerente com as necessidades dos nossos alunos”, salienta Sassaki.

Na sala de aula, os ganhos do uso da Geekie One – primeira plataforma brasileira de educação baseada em dados, que representa a evolução do material didático, promovendo uma educação mais ativa, visível, personalizada e conectada com as necessidades e os objetivos de cada estudante – são indiscutíveis: ela ajuda a personalizar o aprendizado, auxilia professores no planejamento de aulas e habilita os alunos com as capacidades digitais. Trata-se de um ensino que traz visibilidade e informação para a coordenação, os docentes, estudantes e as famílias. Com o apoio da inteligência artificial e inteligência de dados, a Geekie One torna visível o aprendizado dos estudantes – com essa visibilidade, a comunidade escolar pode ter melhores resultados.

Um dos exemplos de funcionalidade da Geekie One: o professor pode criar provas on-line e off-line, dissertativas ou com alternativas para diferentes turmas, baseado no conteúdo ministrado com assertividade e rapidez; a correção das questões conduzidas digitalmente resulta em relatórios individuais e da classe que mostram evidências reais do aprendizado. Esses dados gerados podem ser usados de diferentes maneiras, inclusive, para nortear possíveis ações de aprofundamento do conteúdo ou orientações individuais; ou para trazer mais visibilidade às famílias sobre o desempenho e engajamento dos filhos nas aulas e atividades, tornando-as, assim, mais corresponsáveis pelo desenvolvimento dos estudantes dentro e fora da escola.

“Gostaria de salientar que, nas mãos de alunos, professores, gestores e família, os dados trazem transparência e diálogo ao ambiente escolar, além de produzir evidências de aprendizado para avaliações de novas competências demandadas, inclusive, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As tecnologias trazem benefícios exponenciais porque produzem dados que são pontos de partida para diálogos e reflexões; eles embasam decisões pedagógicas que garantem o alcance das expectativas de aprendizagem definidas. Isso acontece de forma transversal entre estudantes e famílias – que acompanham o desenvolvimento individual e da equipe docente. A análise de dados e a tomada de decisão com base em evidências são pilares da visão pedagógica que representa uma Nova Era da Educação”, finaliza Claudio Sassaki.

SOBRE A MESA | 14 DE MAIO

O termo “plataformas educacionais” é amplo e abarca uma série de ferramentas muito distintas umas das outras. Por exemplo, plataformas para transmissão de atividades ao vivo, plataformas para gestão de conteúdo e desenvolvimento de atividades de ensino, plataformas de interação entre professores e alunos etc. Embora o Brasil já́ tenha sistemas digitais educacionais em pleno funcionamento – como os sistemas da RNP e de universidades especificas (AVAs/UFRJ) –, a pandemia acelerou a terceirização de tais infraestruturas, cada vez mais relevantes. Novas plataformas poderiam ser construídas e as existentes aperfeiçoadas de modo a assegurar usos apropriados na Educação e a soberania digital e de dados. Isto é, sistemas que viabilizam o acesso a infraestruturas digitais de baixo custo, customizadas para as necessidades nacionais e concebidas pela lente dos direitos humanos e da ética. O ponto de partida é não ignorar a capacidade instalada no Brasil e, em seguida, estimular a inovação de base tecnológica de forma a atender o interesse público. Nesse contexto, o painel tem como objetivo discutir os desafios para criar um setor de desenvolvimento de soluções tecnológicas para contribuir com o ensino produtivo e inovador, que proteja nossa autonomia tecnológica e de dados.


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