19 de junho de 2021

Após 2 anos da trágedia de Brumadinho, 11 seguem desaparecidos

O rompimento da barragem da mineradora Vale que matou 270 pessoas em 25 de janeiro de 2019 ainda tem muito capítulos a ser contados.
Mesmo depois de 2 (dois) anos de tragédia, 11 pessoas seguem desaparecidas e a impunidade continua.

Dois anos de impunidade

Representantes do Ministério Público Estadual e Federal, do governo de Minas Gerais e das Defensorias Públicas do estado e da União negociam com a mineradora um acordo de reparação pelos danos socioeconômicos. Ainda não houve consenso sobre a quantia que a Vale deve desembolsar, e o prazo para uma nova proposta foi estendido até 29 de janeiro. Quatro processos contra a Vale correm em segredo na Justiça de Minas Gerais. Existem ainda outros dois processos em andamento na Alemanha contra a empresa TÜV Süd, que atestou a estabilidade da barragem que rompeu.
Em 2020, o Ministério Público apresentou denúncia contra a Vale e a empresa alemã por homicídio doloso duplamente qualificado e por diversos crimes ambientais. Além das empresas, 16 pessoas ligadas às duas companhias também viraram réus.

Acidente? Não! Foi um crime.

Segundo os promotores, a Vale tinha conhecimento da situação crítica da barragem desde 2017. Já a TÜV Süd teria cedido à pressão da mineradora e atestado a estabilidade da estrutura em troca de outros contratos, segundo a acusação. Ninguém foi preso ou punido até hoje, quem tem dinheiro pode muitas coisas.

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