17 de junho de 2021

Inflação acelera para 0,89% em novembro, maior alta para o mês em 5 anos

Pressionado pela alta nos preços dos alimentos e combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,89% em novembro, acima da taxa de 0,86% de outubro, segundo divulgou nesta terça-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%”, informou o IBGE.
Trata-se também da maior alta mensal desde dezembro de 2019 (1,15%).
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica.
O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano, subindo para 3% no final de 2021. Ou seja, a expectativa é que a Selic deve voltar a subir no ano que vem.

Reajuste de preços e perspectivas

Os analistas passaram a projetar uma inflação para 2020 acima da meta central do governo, de 4%. A expectativa do mercado para este ano passou de 3,54% para 4,21%, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central.
A revisão das projeções ocorreu após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizar cobrança extra na conta de energia em dezembro. Nos últimos meses, o patamar mais elevado do dólar e a retomada da economia também contribuiu para a subida dos preços, principalmente de alimentos e combustíveis.
A inflação de serviços desacelerou ou de 0,55% em outubro para 0,39% em novembro. “Essa desaceleração se deu muito em função das passagens aéreas, que tiveram uma alta de 3,22% em novembro depois de um aumento de quase 40% em outubro”, explicou o gerente da pesquisa.
Kislanov destacou, ainda, que dos 38 serviços pesquisados, 22 tiveram alta em novembro. No mês anterior, 24 registram alta nos preços.
A maior alta no mês foi de transporte por aplicativos (7,69%), enquanto o maior recuo nos preços foi o de cinemas e teatros, com deflação de 1,13%.
O pesquisador apontou que o acumulado em 12 meses (4,31%), o IPCA tem a mesma variação registrada em dezembro do ano passado, novamente influenciado pelo preço dos alimentos, mas com características distintas.
“Em dezembro do ano passado estava relacionado a um item específico, que era carne. Agora, a gente tem uma situação similar, que é a alta dos alimentos, mas com uma disseminação (da alta de preços) em vários itens, alguns com mais de 50% de aumento, e até mais de 100%”, comparou. Se você está achando os alimentos caros,

Veja o resultado para cada um dos 9 grupos pesquisados:

Alimentação e bebidas: 2,54%
Habitação: 0,44%
Artigos de residência: 0,86%
Vestuário: 0,07%
Transportes: 1,33%
Saúde e cuidados pessoais: -0,13%
Despesas pessoais: 0,01%
Educação: -0,02%
Comunicação: 0,29%

Dados: G1

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