23 de junho de 2021

Fonoaudiólogas realizam ação em Belém para distribuir máscaras inclusivas e orientar sobre surdez


A máscara com parte da boca transparente possibilita ao surdo a leitura labial

Profissionais de fonoaudiologia de Belém realizaram neste domingo, 8, uma campanha de conscientização sobre cuidados com a saúde auditiva e os fatores que causam a surdez em crianças, jovens e adultos.

A ação, realizada na Praça da República, Praça Batista Campos e no espaço Belém Porto Futuro, foi alusiva ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez (que se comemora no dia 10 de novembro.

Foram distribuídas máscaras para o público, consideradas inclusivas porque facilita a comunicação com o deficiente auditivo, já que é transparente na parte da boca.

A coordenadora da ação, fonoaudióloga Izi Pardal, explica este tipo de máscara é importante porque a perda auditiva é invisível e não dá para sempre saber quando se fala com a pessoa com este tipo de deficência.

Ela ressalta, que olhar para a boca da pessoa durante a conversa é um facilitador importante para que o deficiente auditivo entenda o que está sendo comunicado.

Além de conscientizar a sociedade em geral sobre a importância de cuidar da saúde auditiva, o objetivo da ação foi também esclarecer dúvidas sobre os casos gradativos de surdez ou de perda total da audição e informar sobre as possíveis soluções para o problema.

“Esta ação foi uma forma que encontramos de conscientizar a comunidade sobre os fatores que podem levar a pessoa à surdez e como ela pode se prevenir e, se houver necessidade, buscar o tratamento adequado”, ressalta Izi Pardal.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 400 milhões de pessoas sofram com a perda de audição nas variadas fases da vida, sendo que mais de 34 milhões são crianças. A OMS alerta que esse número total pode piorar, chegando a 900 milhões de pessoas até 2050.

No Brasil, a surdez é considerada um dos problemas mais comuns e cerca de 10 milhões de pessoas têm este problemas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.

Máscaras inclusivas possibilitam aos surdos a leitura labial

Causas

Fatores genéticos, ambientais ou decorrentes do envelhecimento podem desencadear problemas auditivos em um dos ouvidos ou nos dois. Doenças infectocontagiosas, como meningite e rubéola, são também potenciais desencadeadores da perda auditiva em crianças.

Os jovens também apresentam problemas de surdez, o motivo é a poluição sonora a que estão expostos constantemente, seja pelo barulho da rua, no trabalho, em festas ou mesmo do alto som dos fones de ouvido conectados aos celulares. A perda auditiva gradual, que poderia começar a partir da terceira e quarta décadas da vida, passa a acontecer bem antes nesses jovens por conta do abuso de tecnologias sonoras.

Tratamento

O quanto antes a pessoa buscar ajuda de um especialista, mais chances terá de obter bons resultados. O especialista em saúde auditiva, como um fonoaudiólogo, é o profissional indicado para aconselhar sobre o melhor tratamento para surdez gradual ou total.

Fonte: Coordenação Ação Fonoaudiologia

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