21 de junho de 2021

Em coletiva de imprensa, polícia civil e peritos criminais dão detalhes do atentado sofrido por Júlio César


Mais uma vez estamos aqui na cidade de Parauapebas, objetivando dar satisfação à sociedade local e também do Estado, a respeito das investigações que estão sendo conduzidas com o fato ocorrido com o candidato Júlio César”, explicou o delegado geral da polícia civil no Pará, Walter Rezende, lembrando que sempre enfatizou, em outras entrevistas concedidas para tratar do assunto, que o inquérito está sendo conduzido pela polícia civil com todo zelo e cautela para que seja feito de uma maneira que chegue ao final com pleno esclarecimento.

Delegado Walter Rezende, Dr. Gurgel e Dr. Celso Mascarenhas


Ainda de acordo com o delegado, que concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 11, acompanhado do diretor do Centro de Perícias Renato Chaves, Dr. Celso Mascarenhas, perito do Instituto Renato Chaves e do Perito Criminal Dr. Gurgel que explicou em linguagem técnica como se deu o evento; esse por sua vez deu ênfase aos seguintes pontos da perícia constantes em dois laudos:

  1. – Veículo usado por Júlio César estava parado ou andando a, no máximo, 9 quilômetros no momento dos disparos;
  2. – O laudo, que é conclusivo, “muda com muita precisão” a condução das investigações;
  3. – O laudo é totalmente divergente do que foi dito, em depoimento, por Júlio César e pelos outros três integrantes do veículo.



De acordo com parecer do diretor do Centro de Perícias Renato Chaves, Dr. Celso Mascarenhas, devido o resultado do laudo técnico-científico, será aberto inquérito policial e os quatro serão novamente ouvidos pela Polícia; e, caso o inquérito confirme a farsa, Júlio César poderá responder por denunciação caluniosa (falso testemunho) e o Estado ainda poderá requerer ressarcimento e indenização do candidato já que houve gasto de dinheiro público com a perícia, deslocamento de servidores.

Questionado a respeito de policiais que vazaram cópias do laudo antes de sua divulgação, o delegado Walter Rezende diz que os mesmos serão investigados pela Corregedoria. “Duas cosias chamaram a atenção durante a investigação. Uma delas é o fato de que a perseguição foi feita por um carro de pequeno porte, enquanto que os perseguidos estavam em uma caminhonete; a outra é que, justamente no dia do atentado, Júlio César não estava usando o seu próprio veículo, que é blindado”, enfatizou Walter Rezende.

Fonte: Portal Parazão Tem de Tudo/Da Redação

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