20 de junho de 2021

Aproximando inimigos e separando amigos


Por: Francesco Costa

As pessoas se aliam quando precisam derrotar um inimigo em comum. Assim fazem os partidos políticos em vésperas eleitorais quando, o que se percebe é que, o “inimigo em comum” é o eleitor. Em momentos como esse o que menos importa é a ideologia, mas o que importa é caminhar juntos pelo menos até o segundo domingo de outubro, dia em que ocorrem as eleições.




O que menos importa também são os acordos que tem razoável chances de serem cumpridos, dependendo apenas do número de vereadores que cada partido elege, pois são eles quem aumentarão a possibilidade do cumprimento de respectivos acordos.


Políticos ficam de lá para cá e de cá para lá, afinal vivem de fazer política e esta, por sua vez, como toda guerra, se vence com estratégia e com exército (cabos eleitorais) treinados. Daqui para frente a coisa só vai afunilar e poucos passarão no bico do funil: 1 prefeito para cada cidade e apenas um pequeno número de vereadores de acordo com a Lei de cada Município.


Para muitos, marinheiros de primeira viagem, candidatos de primeira campanha, a decepção será grande e talvez não queiram mais provar deste amargo vinho. Porém para outros, já é rotina e seus objetivos não é vencer as eleições mais pontuar para merecer assumir cargos comissionados como, por exemplo, alguma secretaria que por sinal, na maioria dos casos, é bem mais intere$$ante do que uma cadeira no parlamento.


Ainda há os que se casam por puro romantismo, assim como ainda há os que pensam que a política é algo lindo e nela podem encontrar tranquilidade. Engano redondo, pois quem tem cargo eletivo até em sonho luta para não ser atingido por flecha que vem até de quem se diz seu amigo.
E assim a política vai cumprindo seu papel: aproximando inimigos e separando amigos.


Mas há os profissionais da política que sabem muito bem separar as coisas e vivendo de acordo com a recomendação: amigo, amigo; política à parte.
E o eleitor?


Ah, esse finge de defunto para pegar o coveiro e já aprendeu a sobreviver com as migalhas deixadas nos “banquetes políticos” ou a pelo menos ser carrapatos para sobrevier um pouco melhor nesta “fauna humana”.

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