25 de junho de 2021

Complicações respiratórias da Covid-19 são maiores em fumantes ativos e passivos

Pessoas que fumam e tiveram covid-19 possuem grandes chances de ter complicações da doença em relação às não fumantes. Neste sábado, 29, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Centro de Referência em Abordagem e Tratamento do Fumante (Cratf), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alertou sobre o assunto.

“Dependendo do grau de comprometimento pulmonar, idade e comorbidades já presentes no paciente, isso influenciará a recuperação. De modo geral, ela será mais lenta, com perda da função pulmonar e da massa muscular torácica, além de apresentar sequelas, como fibrose pulmonar e falta de ar permanente”, afirma Fátima Amine, coordenadora do centro.

Até os fumantes passivos, aqueles que não fumam, mas convivem com fumantes, especialmente em locais fechados, apresentam dificuldades de recuperação da Covid-19. Eles aspiram a fumaça ambiental no tabaco e tem o sistema respiratório também comprometido pelo cigarro, diz a coordenadora.

Muitos fumantes relatam que em momentos de ansiedade fumam mais. No entanto, segundo Fátima Amine, ainda não é possível dizer se o número de fumantes aumentou em todo o Estado. O centro iniciou um estudo para analisar o perfil dos fumantes durante a pandemia. O levantamento vai investigar como a Covid-19 afetou os fumantes, quais sequelas pode ter deixado e como está sendo a recuperação desses pacientes.

O Centro de Referência em Abordagem e Tratamento ao Fumante foi criado há 16 anos e é integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS). O espaço trata quem deseja parar de fumar. É um trabalho educativo com repasse de informações sobre tabagismo além de orientações estratégicas. Qualquer pessoa interessada em deixar de fumar pode procurar o centro sem qualquer encaminhamento, pois o espaço atende a demandas espontâneas.

“No primeiro momento, o usuário passa por uma avaliação clínica e é inserido no circuito de tratamento, começando pela Abordagem Cognitivo-Comportamental em grupo, conduzida por psicólogos e assistentes sociais, que ajudam o fumante a desenvolver habilidades comportamentais e capacidade de reflexão sobre os fatores envolvidos na dependência. Nessa fase, o usuário participa uma vez por semana, durante um mês. Na segunda ou terceira sessão, 80% deles já deixam de fumar. Em seguida, ele passa por uma consulta médica, com realização de exames e prescrição de medicamentos, se for necessário, pois cada caso é avaliado individualmente”, explicou a coordenadora

O Centro de Referência em Abordagem e Tratamento ao Fumante está localizado na Unidade de Referência da Presidente Vargas, número 513. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, de 7 às 17 horas. Para mais informações, ligue (91) 3242-5645

Fonte: Agência Pará

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