25 de junho de 2021

Acusada de mandar matar o marido, Flordelis pede apoio a fiéis em áudio

Um áudio atribuido à deputada federal Flordelis (PSD-RJ) que está sendo compartilhado em grupos de mensagens, sugere que a parlamentar continua pedindo apoio dos fieis na internet diante da acusação de ser ela a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo.

“A paz do Senhor, pessoal! Hoje eu quero todo mundo no culto, ‘tá’ bom? Hoje, Piratininga, o culto permanece. Nada é permanente. Tudo vai passar. Já já tudo vai ser esclarecido”, diz a deputada no áudio em que convoca fieis para participar da celebração evangélica que ela comanda em Niterói, Região Metropolitana do Rio.

O pastor Anderson foi executado com 30 tiros, dentro da casa da família, em Niterói, em junho de 2019. Na segunda-feira, 24, a Polícia Civil indiciou a deputada, seis filhos e uma neta dela pelo envolvimento no crime. Ao todo, onze pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por envolvimento no crime, inclusive a deputada, que tornou-se ré perante à Justiça.

A polícia concluiu que a deputada foi a mentora do crime. De acordo com os investigadores, ela começou a tentar matar o marido em maio de 2018, botando veneno na comida dele. O motivo do crime, segundo a polícia, teve razões financeiras e de poder na família — o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, hoje rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Flordelis vai responder ao crime em liberdade. Ela foi indiciada por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e tentativa de homicídio (pelo envenenamento).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou que vai reunir líderes na semana que vem para decidir sobre o futuro da deputada. Um pedido de cassação do mandato dela já foi entregue à mesa diretora da Casa. Se perder o cargo, perde também a imunidade parlamentar e, então, pode vir a ser presa mesmo antes do julgamento.

Fonte: G1

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