25 de junho de 2021

Operação nacional contra facção criminosa cumpre mais de 200 mandados

Mais de 200 mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos na manhã desta terça-feira (28) em onze Estados a fim de desarticular a nova composição da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que tem base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de justiçamento para todo Brasil.

A “Operação Flashback II” foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através da Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas (SSP/AL), a Polícia Civil de Alagoas, por meio da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), e a Polícia Militar de Alagoas, por meio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Os mandados foram cumpridos em Alagoas, Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Na totalidade, as forças integradas cumpriram 212 mandados de busca e apreensão, e de prisão, distribuídos em 71 municípios, localizados em quatro regiões brasileiras.

O balanço da operação foi anunciado durante coletiva de imprensa ocorrida no final da manhã desta terça (28) em Alagoas com a participação por videoconferência do procurador-geral de Justiça do Pará, Gilberto Valente Martins, que é presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público do Estado e da União (CNPG).

Gilberto Martins destacou o crescimento da participação de mulheres em cargos de liderança na facção criminosa PCC. “O fato de termos muitas mulheres atuando no crime nos leva a refletir em relação as tratativas que o poder judiciário e autoridades da área da repressão têm tido com relação a participação de mulheres que se envolvem cada vez mais na criminalidade. Existe a necessidade do judiciário rever a postura em relação a participação feminina em crimes violentos uma vez que elas acabam se beneficiando de regimes diferenciados, com prisões inclusive de natureza domiciliar”, alertou o presidente do GNCOC.

As investigações apontaram o protagonismo das mulheres ligadas ao PCC, com notado avanço na ocupação de cargos de chefia no organograma da organização criminosa. Elas têm perfil igualmente violento em relação aos homens da facção quando definem julgamentos ocorridos nos tribunais do crime.

As que possuem funções disciplinares conduzem normalmente estes rituais, elaborando as suas “peças conclusivas”, que resultam em condenações ou absolvições. Elas aplicam as mais diversas penas, inclusive assassinando rivais ou mesmo membros transgressores do PCC.

O núcleo das chamadas “Damas do Crime” é composto por 18 mulheres e apenas um homem que, somados aos demais núcleos da operação, totalizam 39 mulheres alvos de mandados de prisão e busca e apreensão, que correspondem a 18% do total de alvos da operação.

A região Nordeste concentrou o maior número de ações da “Operação Flashback II”, contabilizando oito estados e 179 mandados judiciais expedidos. Alagoas e Ceará ficam em evidência entre os estados. As ações em Alagoas ocorreram em Maceió, que concentrou o maior número de alvos, ao todo 80, e outros 11 municípios, totalizando 101 cumprimentos de mandados judiciais pelos agentes públicos.

Operação simultânea


Simultaneamente, a Polícia Federal de Alagoas, através da sua Delegacia de Repressão a Entorpecentes também deflagrou operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação que culminou na Operação Flashback II foi instaurada no GAECO/AL, a partir de relatório produzido pela Assessoria Integrada de Inteligência, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas (SSP/AL), que prestou a análise de inteligência em segurança pública da investigação, em conjunto com a Polícia Civil do Estado de Pernambuco, por meio da sua Diretoria de Inteligência (DITEL). Foram cumpridos 39 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em Maceió, São Paulo e em cidades do Mato Grosso do Sul e Paraná, visando desarticular um ramo do PCC que remetia drogas a Alagoas.

Fonte: MPPA

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