18 de junho de 2021

Guarda Municipal de Parauapebas acumula escândalos

Por: Francesco Costa

A corporação foi proposta pela Indicação 05/2013, de autoria do vereador Bruno Soares, e criada pela Lei complementar 05/2013, tendo em seu artigo 1º o objetivo de complementar apoio as atividades de Segurança Pública do Estado, fundamentada nos princípios da hierarquia e da disciplina, com sua atuação orientada pelos seguintes princípios: Respeito à dignidade humana, à cidadania, à justiça, à legalidade democrática e à coisa pública.


O concurso para ingresso na corporação municipal ocorreu em 2014, quando, através de prova objetiva de múltipla escolha, aptidão física e avaliação psicológica, foram aprovados 142 concursados, sendo 106 masculinos e 36 femininos; porém, só no final do primeiro semestre de 2016, foram empossados. Mas, hoje o efetivo é de apenas 129 GM, desses apenas uma baixa feminina o resto foram masculino. Sendo que tem dois presos e o restante foram exonerados a pedido ou por processo administrativo, outros saíram para outros concursos como SUSIPE e PM do Maranhão.



O primeiro desafio da tropa foi a liberação para o uso de armas, conquista que só foi possível em novembro de 2019, quando foi dada autorização para que integrantes da corporação passasse a ter direito durante o desempenho da função e em momento de folga.

Portanto, a Guarda Municipal, apesar da cooperação na segurança pública, vem acumulando escândalos e perdendo a simpatia da população. O caso mais recente foi a prisão do Guarda Municipal Marcelo Cláudio Ramos Moreira, ocorrida no fim da tarde desta quinta-feira, 4, em razão de ser apontado como o autor dos disparos que ceifaram as vidas de Francisca Justina de Carvalho e de José Nildo de Carvalho, fato ocorrido no dia 25 de maio deste ano, 2020.

Marcelo Cláudio Ramos Moreira


Mas, essa não é a primeira vez que integrante da Guarda Municipal de Parauapebas é notícia por envolvimento em ato violento. No mês de novembro do ano passado, 2019, o guarda municipal Genialdo Araújo Teixeira, de 39 anos, conhecido como GM Teixeira, atirou a esmo em um local público onde várias pessoas assistiam uma partida de futebol na TV, vindo a ferir um adolescente de apenas 14 anos de idade, que veio a óbito em seguida; tragédia ocorrida no dia 23 de novembro, poucas semanas após a Justiça autorizar o uso de armas de fogo por integrantes da Guarda Municipal, tanto em serviço quanto de folga.

GM Genialdo Araújo Teixeira


Outro caso relevante a ser citado em si tratando de crime praticado por membro da citada corporação, foi a execução de um funcionário público no HGP – Hospital Geral de Parauapebas. Nesse caso o suspeito é agente da Guarda Municipal de Parauapebas, Lionício de Jesus Sousa, de 40 anos, mais conhecido como “Lion”, denunciado à Justiça, pela 2º Vara Criminal do Ministério Público Estadual, pelo assassinato do motorista da Prefeitura de Parauapebas, Waldomiro Costa Pereira. Ele foi acusado de fazer parte do grupo que invadiu o Hospital Geral de Parauapebas, em maio de 2017, para executar Waldomiro que estava internado depois de sofrer uma tentativa de assassinato.

Lionício de Jesus Sousa

Também em 2017, no mês de agosto, o Guarda Municipal de Parauapebas, James de França Costa, foi preso em Imperatriz por porte ilegal de arma, pois, portava uma pistola calibre 380 com 4 munições intactas.
Fato mais escandaloso para a corporação, criada para trabalhar pela segurança pública no Município, foi a prisão de três guardas municipais (Giego Lucio Santos de Oliveira, Raimundo dos Santos Matos e Raimundo Nonato Garcia) sob a acusação de homicídio; a prisão aconteceu em Jacundá, porém o ato criminoso se deu na Vila Janari, zona rural da cidade de Goianésia-PA, no mês de novembro de 2018. Com os acusados foram encontradas três pistolas calibre 380.

James de França Costa, preso em Imperatriz

Em nota a prefeitura de Parauapebas fala, Sobre a detenção do guarda municipal Marcelo Claúdio Moreira Ramos, ocorrida nessa quinta-feira, 4, a Prefeitura de Parauapebas esclarece que está acompanhando os fatos relacionados ao GM, que já está à disposição da Justiça e ficará afastado de suas atividades profissionais até que todas as providências sejam tomadas no curso da apuração, conforme previsão legal.

Todos os agentes que integram a corporação da Guarda Municipal de Parauapebas (GMP) passaram por avaliação psicológica no ato de sua convocação. Essa mesma avaliação é feita anualmente.

A prefeitura reconhece o trabalho que os guardas municipais têm desempenhado para o bem da população de Parauapebas, entretanto, repudia todo e qualquer ato de violência.

Vale ressaltar que a Guarda Municipal tem desenvolvido atividades de segurança em eventos públicos, nas escolas como também para a comunidade em geral por meio de seus grupamentos Comunitário Escolar (GCE), de Pronto Emprego (GPE), de Ações com Cães (GAC), Banda de Música da Guarda Municipal (BMGM) e Ronda Ostensiva Motorizada (Romo).

A gestão municipal ressalta ainda o empenho e a dedicação dos guardas municipais em orientar a população de Parauapebas quanto às medidas sanitárias em combate ao novo coronavírus no município. E continuará a trabalhar junto a esses agentes para que mantenham o bom serviço já prestado à população do município.

Assessoria de Comunicação – Ascom/Prefeitura de Parauapebas

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