25 de junho de 2021

Covid-19 avança em Paragominas e o comércios funcionam a todo vapor

Segundo o site Ver-O-Fato, o avanço do novo coronavírus em direção à região de integração do Rio Capim tem causado muita preocupação aos moradores, principalmente no município-polo, Paragominas, onde houve afrouxamento das medidas de isolamento social e a abertura do comércio local.

Assim como Paragominas, o município de Tomé-Açu também afrouxou o isolamento social a partir do último dia 31, quando terminou o bloqueio total (lockdown) e liberou novamente o comércio, mas com algumas restrições. O perigo é que muitos moradores não usam máscaras e não evitam aglomerações.

Os municípios de Concórdia do Pará e Ipixuna do Pará, ao contrário, com o aumento dos casos positivados do coronavírus, foram obrigados a decretar o bloqueio total por decisão judicial a pedido do Ministério Público do Estado.

Em Paragominas, já foram positivados 928 casos da Covid-19, com 61 mortes, segundo o último boletim da Secretaria de Saúde do Estado. A pressão para reabrir o comércio na sede partiu de produtores rurais e lideranças do comércio local em cima do prefeito, Paulo Tocantins.

A moradora Eliane Lopes Conti estranhou o fato de Paragominas ter mais de 900 infectados e tudo estar funcionando perfeitamente. “Todo mundo passeando na rua, como se nada estivesse acontecendo”, comentou ela nas redes sociais.

Outra moradora, Adriane Oliveira, observou que em Paragominas só estão crescendo os casos. “Será que vai ter que morrer mais gente para adotarem essa medida? Ou vai ter que morrer algum milionário um megaempresário para tomarem tal medida? Me faça mil favores, somos humanos tenham respeito por nós”, desabafou.

Marion Oliveira, por sua vez, queria entender o que acontece em Paragominas, “porque a coisa cada dia ficar pior e a justiça não faz nada”.

A preocupação dos moradores aumenta quando dados oficiais indicam que a atual taxa de ocupação de leitos de UTI do Hospital de Paragominas já alcançou quase 100% e continuam chegando pacientes contaminados dos municípios vizinhos que não contam com sistema de saúde em condições de tratar dos casos graves da doença.

Outros municípios preocupam

Em Tomé-Açu, o lockdown decretado por decisão judicial durou até 31 de maio e o comércio voltou a funcionar normalmente. O município tem 323 casos positivados, com 25 mortes, segundo o último boletim divulgado, às 22 horas de sexta-feira (5).

Uma das vítimas mais recentes da Covid-19 foi o motorista de ambulância da Secretaria de Saúde de Tomé-Açu, Edson Bruno Pantoja Furtado. Ele lutou contra a doença, mas não resistiu e morreu ontem.

Em Concórdia do Pará, o lockdown foi decretado dia 4 e vai até dia 14 de junho. Segundo a prefeitura, a determinação foi necessária porque os casos estavam se multiplicando rapidamente. Com cerca de 30 mil habitantes, a cidade tem 194 casos confirmados da doença e cinco mortes.

Ainda de acordo com a prefeitura, somente os serviços essenciais devem funcionar, mas mesmo assim a população não vem obedecendo o isolamento social. A partir deste domingo (7), o descumprimento das medidas vai prever multa.

Outro município da região do Rio Capim em bloqueio total por decisão da justiça é Ipixuna do Pará, considerando o avanço da Covid-19 no município e a necessidade de se resguardar a saúde da população, uma vez que as medidas de distanciamento social também estão se mostrando ineficazes para a contenção da disseminação do vírus no município.

Somente no período de 1º a 31 de maio, o avanço de infectados foi de 3.950%, saltando de 2 para 162 casos em Ipixuna. No período de 1º de maio até o dia 2 de junho, esse percentual passa para 4.700%, com 192 casos confirmados.

Estão suspensas as aulas na rede pública e privada de ensino do município e proibida a entrada de carros particulares e de pessoas que não comprovem residência no município, ou que não desempenhem trabalho essencial.

Conforme o último boletim epidemiológico de Ipixuna do Pará, de sexta-feira (5), às 18h30, existiam 209 casos positivados de Covid-19, com oito mortes e 190 pacientes em monitoramento. A prefeita Katiane Cunha e o marido, Evaldo Cunha, foram infectados pelo coronavírus e estão em observação médica em casa.

Em São Miguel do Guamá, município que serve de acesso da capital à Região do Rio Capim, a situação também é alarmante, pois a doença avança assustadoramente. Até agora já existem 541 positivados da Covid-19, com 21 mortes, segundo o último boletim da tarde de sexta-feira (5).

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