24 de junho de 2021

Buscas em endereços de secretário de Saúde do Pará passam por mansão de R$ 4,8 milhões repleta de obras de arte. Veja!

Um dos alvos da operação “Matinta Pereira”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 23, como parte da investigação que apura irregularidades na compra de respiradores pelo governo do Pará, é uma mansão avaliada em R$ 4,8 milhões, em Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul, e que, segundo o portal “O Antagonista”, seria de propriedade do secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame.

Na mansão, em um condomínio de alto luxo no litoral gaúcho, assim como em um outro endereço ligado a Beltrame, um apartamento tríplex, em Porto Alegre, a PF encontrou inúmeras obras de arte, são telas, esculturas barrocas e vasos. A PF teria chamado um museólogo para catalogar e avaliar as peças, que não poderão ser retiradas pois precisam de acondicionamento especial.

Segundo o site, a mansão foi colocada à venda no início do ano e chegou a ser anunciada por R$ 6 milhões, valor reduzido mais tarde para R$ 4,8 milhões. Além da mansão e do tríplex, outros dois endereços ligados a Beltrame, no Rio Grande do Sul, também são alvos da ação, que é um desdobramento da operação “Para Bellum”, deflagrada na semana passada, no Pará, e que teve como alvo o Palácio dos Despachos e a casa do governador Helder Barbalho (MDB). Nessa primeira fase, também foram apreendidos R$ 750 mil na casa do secretário adjunto de gestão administrativa da Secretária de Estado de Saúde (Sespa), Peter Cassol.

Procurado pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, Beltrame respondeu por meio de nota. Segundo o secretário, “as obras de arte que estão no meu apto em Porto Alegre são fruto de 35 anos de trabalho. Todas elas foram adquiridas antes de minha gestão como Secretário de Saúde no Pará. Algumas obras são cópias e as que têm valor foram declaradas no meu imposto de renda. Foram pagas com transferências bancárias e tenho suas notas fiscais. Todo o meu patrimônio é absolutamente compatível com a renda que auferi com meu trabalho ao longo deste tempo. Por fim, informo que os valores pagos pelos respiradores no estado do Pará foram integralmente devolvidos aos cofres do estado”. *Roma News

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