24 de junho de 2021

Prefeito de BH diz à vale que “sua Cidade não é cemitério, a maioria veio de Carajás”

Como já fizemos vários post, sobre a Mineradora Vale, que esconde casos de Covid-19 em sua área operacional e faz transferência para Minas Gerais.

Desta vez o próprio prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) criticou a mineradora Vale por, segundo ele, enviar funcionários que trabalham em Carajás, no Pará, e que estão contaminados com a covid-19, para receberem tratamento na capital mineira.

O estado paraense vive uma crise causada pela pandemia do novo coronavírus, com mais de 650 mortes e 7 mil casos confirmados. Em Belo Horizonte, segundo dados do Governo de Minas, os casos se aproximam de mil e, até agora, são 26 óbitos relacionados à doença.

“Parece que a Vale do Rio Doce resolveu que Minas Gerais é o cemitério deles. A maioria veio de Carajás, no Pará, onde está lá a grande exploração de minério do Brasil. Quero avisar a Vale que aqui não é cemitério não, tá (sic) certo?”

De acordo com Kalil, a cidade não vai negar socorro a pacientes mas, segundo ele, a Vale deveria “tomar providências” no Pará.

“Se eles tiram o dinheiro lá, que eles invistam lá, que eles têm muito dinheiro. São cento e tantos bilhões de lucro em extração de minério por ano no Brasil e, principalmente, no Pará. Eles que tomem suas providências lá.”

O Hospital Madre Teresa, na região Oeste de Belo Horizonte, que é privado, confirmou que quatro pacientes internados com covid-19 vieram do estado do Norte do país. A unidade de saúde, que é privada, não quis dar mais detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes.

O Parazão Tem de Tudo entrou em contato com a mineradora Vale em Carajás, que disse em nota:

“A Vale oferece a seus empregados a oportunidade de transferência temporária para as suas bases de origem durante a pandemia do novo coronavírus. A medida permite aos empregados estarem mais próximos de seus familiares no período de isolamento, garantindo maior conforto e segurança. Importante esclarecer que, antes de continuarem em trabalho remoto, eles passam por uma triagem de saúde e um período extra de quarentena preventivo.

Além disso, a Vale presta toda a assistência médico-hospitalar a seus empregados, incluindo a possibilidade de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) em centros de referência particulares para casos mais graves ou com possibilidade de agravamento. Estão incluídos neste grupo pessoas já internadas em hospitais, de acordo com protocolos estabelecidos entre as Secretarias Estaduais de Saúde dos Estados envolvidos.

Aos empregados que apresentam sintomas da COVID-19, sem tratamento hospitalar, a Vale determinou um protocolo extra de segurança que inclui quarentena em hotel com área isolada exclusivamente para este fim. Após o cumprimento do tempo de observação ou tratamento de saúde, o empregado é liberado para retornar a seu local de origem.

Importante ressaltar que o deslocamento até o aeroporto é feito por veículo exclusivo e que todos os empregados são transportados em aeronave própria e cumprindo os protocolos de distanciamento tanto no voo quanto no embarque e no desembarque. Além disso, todos os empregados são orientados a cumprir rigorosamente as medidas de quarentena e distanciamento social.

A Vale reforça que tem o compromisso de cuidar da saúde e da segurança de seus empregados, observando rigorosamente todos os protocolos exigidos pelo Ministério da Saúde.

*San Diego/Com informações do R7

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