24 de junho de 2021

Produção de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre cai 18,2%

A Vale informou que sua produção de minério de ferro no primeiro trimestre somou 59,6 milhões de toneladas, uma queda de 18,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.


Já a produção de pelotas da companhia recuou 43,1% na mesma comparação, atingindo 6,9 milhões de toneladas entre janeiro e março.

A companhia ressaltou no relatório de produção e vendas do primeiro trimestre, divulgado nesta sexta-feira (17), que o volume extraído de finos de minério ficou abaixo do guidance de 63 milhões a 68 milhões de toneladas para os três primeiros meses do ano.

Segundo a Vale, as principais causas para esse resultado foram perdas de 4,5 milhões de toneladas no Sistema Norte por manutenção não programada no transportador de correia de longa distância no S11D; condições climáticas mais severas e concentradas do que o habitual, especialmente, em março; e restrições operacionais em Serra Norte, relacionadas à postergação no start-up da nova frente de lavra de Morro 1.

Além disso, houve perdas de 1,8 milhão de toneladas por menores compras de terceiros, devido à menor disponibilidade causada pelas fortes chuvas no sudeste do Brasil; e perdas de 2,1 milhões de toneladas por questões operacionais no Sistema Sudeste, principalmente no Complexo de Itabira.

Também houve queda nas vendas realizadas pela mineradora. Nos finos de minério de ferro, a queda foi de 6,8% na comparação com os três primeiros meses do ano passado, para 51,6 milhões de toneladas. Já nas pelotas, o recuo nas vendas foi de 40,6% na mesma comparação, para 7,3 milhões de toneladas.

A participação de produtos premium totalizou 87% no trimestre e os prêmios de qualidade de finos de minério de ferro e pelotas atingiram US$ 5,2 por tonelada, US$ 1,2/tonelada abaixo do quarto trimestre do ano passado.

A Vale reduziu a meta de produção de finos de minério este ano, de 340 milhões a 355 milhões de toneladas para um volume entre 310 milhões e 330 milhões de toneladas. O relatório de produção e vendas da companhia, divulgado hoje, traz ainda a redução do guidance de produção de pelotas para este ano, que passou de 44 milhões de toneladas para um vol ume entre 35 milhões e 40 milhões de toneladas.

Segundo a mineradora, os principais motivos para essas revisões forma a perda de produção no primeiro trimestre; atrasos na retomada de operações interrompidas, como Timbopeba e Fábrica, uma vez que a pandemia de covid-19 vem atrasando os processos de inspeções, avaliações e autorizações; atrasos na implementação de alternativas para a disposição de rejeitos da planta de Brucutu, que não deve ser concluída até o fim do segundo trimestre; e impactos adicionais relacionados à pandemia, associados ao risco de aumento do absenteísmo em diferentes cenários de sensibilidade.

Ainda de acordo com a mineradora, o seu volume de vendas em 2020 pode mudar de acordo com as condições de mercado e a estratégia de margem sobre o volume da empresa, dando prioridade a produtos “blendados” em seu portfólio e a reposição de estoques em 2020, conforme necessário. Fonte: Valor Econômico

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