13 de junho de 2021

Helder Barbalho tem que explicar despesas com Covid-19 no prazo de dois dias para Ministério Público Estadual e Federal

Belém (PA) – O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o Ministério Público de Contas do Estado do Pará (MPC/PA) enviaram recomendação ao estado do Pará na quarta-feira, 8, para que sejam publicadas as informações relativas aos gastos públicos no enfrentamento à Covid-19 (http://www.covid-19.pa.gov.br). O objetivo é que sejam asseguradas publicidade e transparência aos gastos.

A recomendação, encaminhada ao governador do Estado, Helder Barbalho, e ao auditor-geral do Estado, Giussepp Mendes, alerta para a necessidade de que as informações sejam publicadas em 48 horas, no máximo, e destaca que é indispensável a divulgação da justificativa do preço nos casos de contratação por dispensa ou inexigibilidade, ou a pesquisa de preço, caso tenha ocorrido processo de licitação.



Documentos na íntegra – Também foi recomendada a publicação das íntegras dos contratos, e dos documentos de empenho, liquidação e pagamento decorrentes dos contratos.

Os MPs também recomendaram que os procedimentos administrativos de cada contratação sejam publicados, na íntegra, no prazo de até cinco dias, e que, para a realização dos processos de contratação, seja dada prioridade ao uso do Portal de Compras Governamentais e a contratações similares de outros entes públicos.

Dois dias – Foi recomendada, ainda, a criação de programa ou ação orçamentária específica para as despesas relacionadas ao combate à Covid-19. Segundo os MPs, essa providência não apenas facilitará a gestão e a transparência dos recursos como sua futura prestação de contas. Os MPs deram um prazo 48 horas – dois dias – para o Estado apresentar resposta.

Recomendações são instrumentos que servem para alertar agentes públicos sobre a necessidade de providências para resolver uma situação irregular ou que possa levar a alguma irregularidade.

Medidas cabíveis – Se não for apresentada resposta, ou se a resposta for considerada insatisfatória, os órgãos públicos autores da recomendação podem tomar outras medidas que considerarem cabíveis.

Legislação – Além de citar artigos da Constituição, a Lei de Acesso à Informação, e recomendação semelhante expedida pelo MPC/PA no final de março deste ano, os MPs apontam que, ao mesmo tempo em que permitiu a dispensa licitação e de outras formalidades para obras e compras de bens e serviços destinados ao enfrentamento do novo coronavírus, a Lei Federal sobre o tema (número 13.979/20) determinou a divulgação imediata dos gastos nos portais governamentais de transparência.

A recomendação também leva em consideração que, apesar de ainda não ter publicado site, o estado do Pará já fez “gastos relevantes” para as ações necessárias ao enfrentamento ao coronavírus, como, por exemplo, empenho de R$ 1,2 milhão para a compra de ventiladores pulmonares e monitores; R$ 2,8 milhões para a aquisição de álcool etílico hidratado; R$ 25,2 milhões para a aquisição de ventiladores pulmonares; e R$ 4,8 milhões para compra de aparelhos de ressonância magnética.

Veja a íntegra da recomendação: https://bit.ly/39YjGMC

Fonte: Ministério Público Federal

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