22 de junho de 2021

Durante quarentena, tecnologia dá nova cara ao Dia do Amigo e é grande aliada para fortalecer laços de amizade

Docente de Psicologia da Faculdade Pitágoras de Marabá dá dicas para driblar a distância física durante o isolamento social no Brasil, considerado o 3º país mais sociável do planeta

Embora não seja uma data oficial, neste sábado, 18 de abril, é comemorado o Dia do Amigo. E neste ano, nada de festa, pelada ou rodízio de pizza. A quarentena ocasionada pelos avanços da covid-19 impedirá qualquer celebração presencial, o que é algo drástico para uma sociedade tão calorosa como a brasileira. O estudo ‘The Relational Mobility’, publicado na revista da National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, reforça essa característica nacional de forma científica: o Brasil é considerado o terceiro país mais sociável do planeta, atrás somente de Porto Rico (2ª) e México (1ª).



O estudo considerou o conceito de mobilidade relacional, que representa o grau de liberdade e de oportunidade que as pessoas têm, a partir de suas preferências pessoais, para escolher, iniciar e romper seus relacionamentos interpessoais. Realizada em 2018, a pesquisa analisou 39 países e colocou o Brasil no ranking das sociedades mais abertas e sociáveis, com relações mais próximas e íntimas.

Para Renilde Xavier, psicóloga e docente do curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras de Marabá, o cenário de pandemia é propício para problemas como insegurança, estresse, falta de motivação, pensamentos negativos, visão pessimista, ansiedade e medo. Para os brasileiros, mais acostumados com gestos de carinho, como dar as mãos, abraçar e tocar nos outros, a reclusão pode ser ainda mais difícil. “Romper, mesmo que momentaneamente esses laços físicos, pode trazer mudanças na rotina e até abalos profissionais, familiares e sociais. Por isso, encontrar alternativas que nos conectem com quem gostamos é fundamental para driblar a falta da presença física, além de nos manter saudáveis mentalmente neste período de isolamento”, orienta.

Para a especialista, é importante ressaltar que a quarentena não precisa significar o fim da conversa, mas apenas um período temporário em que se deve evitar o contato físico. “Fazer ligações telefônicas e ficar horas conversando com quem a gente ama pode encurtar essa distância. Assistir filmes que lembrem momentos divertidos, recordar de uma viagem entre amigos e até uma experiência com uma pessoa querida também. E por que não voltar à época antiga e escrever uma carta a alguém que temos saudade? Quem sabe até olhar pela janela e conversar com um vizinho?”, orienta.

Nesse contexto, a tecnologia é uma grande aliada. “As plataformas digitais são ótimas soluções para encurtar as distâncias físicas. Para quem se encontra sozinho em casa por um longo período, por exemplo, uma vídeo-chamada entre amigos ou família é uma ótima pedida, assim como conversas em grupos, com imagens e vídeos divertidos são ótimos passatempos para diversão e socialização. A tecnologia tem desempenhado um grande papel nesses momentos de isolamento social”, defende a docente da Pitágoras.

Nas últimas semanas, tem se tornado cada vez mais comum vermos nas redes sociais, registros de comemorações de aniversário, encontros de família e reuniões de trabalho sendo realizadas de forma remota por meio de plataformas interativas. Não importa a celebração ou o momento do dia, o importante é não se sentir sozinho – e a tecnologia tem mostrado que isso é possível, mesmo estando em casa e respeitando as medidas preventivas de combate à pandemia.

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