17 de junho de 2021

Polícia Civil diz que mortes ocorridas nos últimos dias em Parauapebas, pode ter envolvimento de organizações criminosas

A Polícia Civil do Pará montou uma força-tarefa em Paurapebas, no sudeste do estado, após uma série de assassinatos que deixou cinco vítimas no município.

A Polícia acredita que os crimes cometidos durante o final de semana foram motivados por briga entre organizações criminosas e disputa por áreas para tráfico de drogas. Quatro das cinco vítimas tinham passagem pela Polícia por tráfico e roubo.



A onda de violência começou no último sábado (4), quando dois rapazes foram executados com disparos de arma de fogo por homens que chegaram em um carro prata.


À tarde, um idoso foi morto a tiros por ocupantes de moto durante uma tentativa de assalto. A vítima foi identificada como Pedro da Costa, de 65 anos, que era vigia de um sindicato. Ele era o único que não tinha envolvimento com crimes, segundo a Polícia.

Ainda no sábado, um corpo foi encontrado em uma cova rasa. De acordo com a Polícia, a vítima estava desaparecida desde o dia 28 de setembro.

No domingo pela manhã, um homem foi morto na porta de casa, após ser atingido por vários disparos.

Investigações
O superintendente de Polícia Civil Thiago Carneiro disse que os crimes podem ter sido motivados por vingança. “A Polícia está aqui para demonstrar que o estado é mais forte e que vamos prender quem agir dessa forma, sendo que a grande maioria, infelizmente, tem passagem pela Polícia, o que comprova mais uma vez que a briga pode ser por organizações rivais”.

Segundo Carneiro, a força-tarefa foi determinada para dar apoio nas investigações e conta com vinte agentes da Polícia Civil do município. “A força-tarefa, junto da equipe da Superintendência Regional do Sudeste do Pará e do Núcleo de Apoio e Investigação e Inteligência de Marabá, conta também com apoio de outros policiais civis”.

Um único suspeito foi preso até então, acusado de tentativa de homicídio. A Polícia informou que não revela nomes para não prejudicar as investigações, mas disse que testemunhas o reconheceram como participante nos assassinatos. Por G1/Pará

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