22 de junho de 2021

Grupo de Monitoramento recaptura 36 apenados em um mês


Desde setembro, quando começou suas ações, o Grupo de Monitoramento e Recaptura (GMR), da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), já realizou 53 operações, sendo 23 de recaptura, 16 de buscas em residência, seis abordagens a monitorados, quatro mandados de prisão e quatro prisões por novo delito. No primeiro mês de atuação, foram recapturados 36 monitorados que usavam tornozeleiras incorretamente ou descumprindo ordem judicial.

O GMR é o primeiro grupo de recaptura de monitorados instalado no Brasil, iniciando suas atividades em 23 de setembro com a Operação Monitora, que alertou os monitorados eletronicamente sobre a importância do uso correto da tornozeleira.



As ações de recaptura contribuem diretamente para a segurança pública do Estado. A qualquer sinal de violação da tornozeleira, perda de sinal ou se o monitorado estiver em local proibido ou em qualquer ação suspeita, o GMR é informado e a equipe vai até o local, cruzando dados de endereço e últimos sinais enviados para checar o real motivo, que vai desde o não carregamento do aparelho até o rompimento da tornozeleira.

Conforme o caso, o preso é conduzido ao Núcleo Gestor de Monitoração Eletrônica (NGME) da Susipe para as providências cabíveis, que podem ir de advertência à regressão de pena ao regime fechado. O grupo também atua na prisão dos evadidos e foragidos do sistema penal, garantindo assim que o preso cumpra sua pena.

“Com o GMR, o preso sabe que está sendo realmente monitorado, tendo que se comportar com todas as regras e condições impostas por lei, não podendo transgredir. Com isso, o Estado se mantém forte, e muitos crimes podem ser evitados, pois o preso é realmente monitorado e pensa duas vezes antes de transgredir ou quebrar as regras”, afirmou o coronel Vicente Neto, titular do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), da Susipe, que integra o GMR.

Cadastro – De acordo com o diretor do Núcleo Gestor de Monitoração Eletrônica, Robervaldo Araújo, a criação do GMR melhorou a rotina de trabalho e já obteve resultados positivos para o sistema penal. “Antes, dependíamos apenas da polícia, e o trabalho não era feito desta forma. Tínhamos que ter um mandado de prisão para acioná-los. Mas agora é só enviarmos o cadastro da pessoa que está cometendo a violação e, imediatamente, o GMR sai em busca”, disse o diretor.

Segundo ele, o serviço do GMR precisa ser ampliado, principalmente pelas demandas de monitoração eletrônica. “Precisamos expandir o serviço, pois temos muitos monitorados e a tendência é crescer. Temos que fazer com que os agentes integrem a equipe para aumentar a nossa capacidade de pronta resposta aos violadores das regras de monitoramento”, acrescentou o diretor do Núcleo Gestor.

O Grupo de Monitoramento e Recaptura atua todos os dias nas ruas com a vigilância aproximada extramuros dos monitorados, que mesmo soltos estão sob a custódia do Estado. (Por Fernanda Cavalcante).

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