28 de fevereiro de 2020

Em Marabá, moradores se unem para evitar a prisão de professor que a Vale culpou pelo crime da Cia em Mariana (MG)

Nesta terça-feira(22), às 11h da manhã, no Fórum de Justiça de Marabá, acontece a audiência de julgamento do processo criminal movido pela mineradora Vale contra o professor Evandro Medeiros. Em apoio e solidariedade ao professor Evandro, um grande ato público encabeçado por mais de 10 entidades será realizado a partir das 9h30 da manhã, em frente do prédio do Fórum José Elias Monteiro.

Evandro é acusado de liderar um protesto realizado nas margens da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em 20 de novembro de 2015 em solidariedade às vítimas do crime ambiental de Mariana (MG), ocorrido 15 dias antes. Diante desse ataque da Vale ao direito de expor e de denunciar crimes ambientais, o SindUnifesspa vem a público externar total apoio e solidariedade ao professor, que há mais de 20 anos atua como educador.

Evandro integra um grupo de mais de 170 pessoas residentes nos Estados do Maranhão e do Pará, atingidos pela EFC, que são alvo de denúncias da Mineradora Vale. Entre os denunciados estão indígenas, líderes sindicais, líderes comunitários, moradores de áreas atravessadas pela ferrovia, além de professores. No caso de Evandro, a mineradora moveu dois processos: um na esfera cível e outro na criminal. No processo cível, o professor foi absolvido em segunda instância, por absoluta falta de provas. Mas o julgamento do processo na esfera criminal acontece no próximo dia 22. A mineradora pede a prisão de Evandro.

Para quem ainda não o conhece, Evandro é professor da faculdade de Educação no Campo da Unifesspa. Ele se diz indignado com o fato de o Ministério Público do Pará (MPPA) ter aceitado a denúncia. “O que me deixa com vergonha do sistema de justiça do país é que o Ministério Público aceitou as denúncias da Vale legitimando as práticas de criminalização que é exercitada pela mineradora contras aquelas pessoas que são críticas às atividadede mineração. Aquelas pessoas que se colocam como denunciantes dos crimes da empresa”, afirma.(Com informações do DCM)

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