DATA:14 de dezembro de 2019

PRESO EM BELÉM ACUSADO DE MATAR POLICIAL MILITAR

Policiais civis do Grupamento de Polícia Fluvial de Segurança Pública (GFlu) prenderam, nesta sexta-feira (31), no bairro da Terra-Firme, em Belém, Maycon Baía de Souza, acusado de participação no homicídio do cabo da Polícia Militar John Ranison de Castro Silva, 32 anos, e do assalto a um restaurante flutuante, em 31 de janeiro deste ano. As informações sobre a prisão foram prestadas pelos delegados Arthur Braga, diretor do GFlu, e Paulo Junqueira, titular da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu). Conforme o delegado Arthur, as investigações que resultaram na prisão de Maycon foram iniciadas em 31 de janeiro, após o assalto ao restaurante flutuante Angra, localizado em Ananindeua.

Na ocasião, uma lancha e uma arma de fogo, de propriedade de um policial federal, foram roubados. A lancha roubada na época foi recuperada pelos agentes do GFlu. No dia o assalto, detalha o delegado, Maycou participou de outro assalto antes de se deslocar até o restaurante. Maycon foi preso após os policiais civis receberam informações de que ele esteve na noite de ontem, em Moju, onde cometeu um assalto e, ao retornar a Belém, havia ido à casa da ex-mulher, que mora na rua da Paz, na Terra-Firme. Assim, ele foi localizado e preso.

Maycon está na condição de fugitivo há um ano da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Santa Izabel do Pará, onde respondia por roubo. Após a prisão de Maycon, os policiais civis da GFlu prenderam em flagrante, no bairro do Curuçambá, Daniel Santiago dos Santos, que fornecia drogas para Maycon. Com Daniel, foram apreendidas 37 pedras de crack e uma muca de maconha. Daniel foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

MORTE DE MILITAR As investigações mostram que, ao todo, seis homens teriam participado da morte do policial militar. Com a prisão de Maycon, os outros cinco envolvidos estão foragidos e todos já identificados. O corpo do policial foi reconhecido pela família do no dia 21 de maio no Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, em Belém. Segundo os familiares, o militar estava desaparecido desde domingo (19) pela manhã, quando saiu de sua residência, no bairro da Marambaia, para vender um “anda-já” e não retornou para casa.

O corpo do policial foi encontrado por volta de 04h da manhã do último dia 21, na Estrada do Curuçambá, município de Ananindeua. O cabo era lotado na Corregedoria Geral da Polícia Militar e estava afastado para tratamento de saúde. Serviu à PM por nove anos e seis meses. Para o delegado Arthur Braga, a prisão de Mayrcon é grande importância para esclarecimento da morte do policial militar. O preso faz parte de uma associação criminosa que está por trás de diversos outros delitos, não só dos roubos como também homicídios e latrocínios.

“Todos são integrantes de grupos criminosos e possuem muitos armamentos. Então, eles tinham o poder da articulação e executavam os crimes de maneira rápida. Com a prisão dele, podemos ter uma diminuição desses crimes graves, sendo assim, o início da desarticulação dessa quadrilha”, explica. Segundo o delegado, outro integrante desse grupo já está preso e a equipe policial vai trabalhar para que os demais sejam presos em breve. “Consideramos a prisão do Maycon muito importante. As operações da Polícia estão sendo desencadeadas desde janeiro e temos atuado com mais frequência nessa área. Foi utilizado um grande efetivo de agentes na busca desses criminosos e em breve conseguiremos chegar a todos eles”, afirmou o delegado Arthur Braga.

FONTE: POLÍCIA CIVIL

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