19 de junho de 2021

NÚMERO DE CASOS DE SÍFILIS EM GRÁVIDAS REDUZ EM PARAUAPEBAS

Por: Francesco Costa

Em relação ao ano de 2015, quando houve 112 casos confirmados, o número baixou para 78, em 2016, e em 2018 caiu para 74 casos confirmados, o que representa 15,5% de redução em relação ao ano de 2015.



A maioria dos casos de sífilis em gestante foram notificados no Hospital Municipal Dr. Teófilo Soares de Almeida Filho em Parauapebas, no ano de 2018, com 38 casos. Em seguida aparecem os Centros de Saúde Guanabara e Cidade Nova, com 7 e 6 casos notificados, respectivamente.

No período analisado é possível observar que o número de casos de sífilis em gestante apresentou pouca variação, mantendo-se estável nos anos de 2008 a 2011 com taxa de detecção variando de 18,6 a 17 casos/mil nascidos vivos, reduzindo para 11,3 casos/mil nascidos em 2012, com posterior aumento. Em 2018 foram notificados 74 casos, com 15,5 gestantes por 1.000 nascidos vivos.

De acordo com a obstetra Shirlei Albuquerque, um dos riscos da doença na gravidez, é o abortamento; ter o bebê morto dentro da barriga, o que também é chamado de natimorto; ou o bebê morrer no ato ou logo após o parto, nas primeiras 48 horas. “Caso a criança sobreviva ao nascimento, é feito acompanhamento por equipe de saúde, mas, mesmo assim, pode ficar com sequelas tanto na primeira infância quanto na segunda”, resumiu Shirlei, orientando ser recomendado, para a segurança do bebê, que a mãe inicie o pré-natal tão logo receba o diagnóstico da gravidez.
Outra importante recomendação da obstetra é que toda mulher com vida sexual ativa consulte seu médico para exames de rotina para triagem de sífilis e outras DSTs como, por exemplo, HIV e hepatites.

Com relação à faixa etária, considerando a série histórica de 2008 a 2018, observou-se que 70% das gestantes diagnosticadas com sífilis encontravam se na faixa etária de 20 a 29 anos, 22,7% na de 15 a 19 anos, 6% na de 35 a 49 anos e 1,27% na de 10 a 14 anos.

No critério raça/cor, identificou-se que, em 2018, 87,84% das mulheres gestantes diagnosticadas com sífilis eram pardas, 5,41% brancas, 4,05% pretas, 1,35% amarelas e 1,35% indígenas. Observou-se ainda que a variável “ignorado” apresentou 0 (zero) número de casos, representando uma melhora no preenchimento dessa variável.

Quanto à escolaridade, 16,21% da informação foi registrada como “ignorado” em 2018. Além disso, 31,08% das mulheres que foram notificadas não tinham o ensino fundamental completo, e 28,37% completaram, no mínimo, o ensino médio.

Quando analisada a idade gestacional de detecção de sífilis em gestantes, observou-se que, de 2008 a 2018, que ocorre diminuição do número de gestantes diagnosticadas 1º trimestre. Verificando a média ao longo dos anos, tem-se que a maior proporção das mulheres (48,2%) foi diagnosticada no terceiro trimestre de gestação, seguidos por 28,27% que receberam o diagnóstico no segundo trimestre, e apenas 22,13% foram diagnosticadas ainda no primeiro trimestre de gestação. O ano que apresentou melhor percentual de gestantes diagnosticadas no primeiro trimestre foi 2008, com 51,43% (36/70).

O percentual de parceiros tratados com relação ao número de gestantes notificadas com sífilis em 2010 foi de 39,39% (26/66), passando para 27,02% (20/74) no ano de 2018, representando uma queda na proporção de parceiros tratados e permanecendo muito abaixo do desejável.

Quando analisado o motivo dos parceiros de gestantes com sífilis não realizarem o tratamento, observa-se que 16,66% (8/48) não trataram pois apresentaram sorologia não reagente. Verifica-se ainda o número elevado de notificações que continham a variável ‘ignorado’ (31%).

Os números e gráficos usados nesta matéria foram fornecidos pela Vigilância em Saúde, um departamento da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas.

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