DATA:14 de dezembro de 2019

NÚMERO DE CASOS DE SÍFILIS APRESENTA REDUÇÃO EM PARAUAPEBAS

Por: Francesco Costa

Um assunto que sempre foi abordado em diversas situações, uma delas foi em Roda de Conversa, ocorrida em outubro do ano passado, 2018, mês em que se lembra o Dia Nacional de Combate à Sífilis; momento em que foi realizada troca de experiências mediadas por especialistas das áreas de infectologia, obstetrícia, neonatologia, pediatria e clínica geral. Quando já se dava conta de que, entre 2008 e 2018, observa-se a evolução do número de casos de sífilis em Parauapebas.

O número de casos de sífilis adquirida apresentou algumas oscilações nesse período, com pico no ano de 2017 com 96 casos confirmados e taxa de detecção de 47,44 casos por 100 mil habitantes. O número de casos de sífilis em gestante manteve-se com poucas variações com o pico em 2015, quando apresentou 112 casos e taxa de detecção de 22,33 casos/1000 nascidos vivos. A sífilis congênita também apresentou poucas variações em seu número de casos, sendo o ano 2014 o de maior número, com 73 casos e taxa de detecção de 13,62 casos/1000 nascidos vivos.

Média Nacional é menor que de Parauapebas – Quando comparados à nível nacional, estes resultados demonstram que Parauapebas apresenta elevado índice de incidência da doença. A maior taxa de detecção de sífilis congênita observada no Brasil foi de 8,6 casos por 1.000 nascidos vivos em 2017, número bem inferior comparada à maior taxa do município, que ocorreu em 2015. Durante o período gestacional, a sífilis leva a mais de 300.000 mortes fetais e neonatais por ano no mundo e aumenta o risco de morte prematura em outras 215.000 crianças. O Ministério da Saúde – MS em parceria com a Organização Mundial de Saúde – OMS e Organização Pan-americana de Saúde – OPAS preconiza até 0,5 casos de sífilis congênita por 1.000 nascidos vivos por ano como meta para a eliminação.

Sífilis Adquirida- No ano de 2008, foram notificados 51 casos de sífilis adquirida, aumentando consideravelmente (80,39%) o número de registro nos anos subsequentes. Sua taxa de detecção oscilou bastante, apresentando redução entre os anos de 2008 e 2012, e posteriormente um aumento, com pico em 2017 de 47,4 casos por 100 mil habitantes. Em 2018 houve redução pouco significativa comparado ao ano de 2017, apresentado 92 casos e taxa de 45,3 casos/100 mil habitantes.

Quanto à distribuição dos casos segundo sexo, entre os anos de 2008 a 2018 houve uma predominância dos homens nos casos de sífilis adquirida com média registrada de 61,02%, e entre as mulheres de 38,98%. O ano que registrou maior número de casos no sexo feminino foi 2018 (33) e no masculino foi o ano de 2017 (68).

Acerca da faixa etária, ao analisar a série histórica de sífilis adquirida, em Parauapebas, a mesma se mantém ao longo dos anos com maior prevalência na população com idade entre 20 a 39 anos, o que reforça a necessidade de um monitoramento mais adequado, controle e intervenção na população sexualmente ativa, além de orientação e educação sexual voltada para esse público.

Com relação à raça/cor, os pardos apresentam maior número de casos em todos os anos, sendo confirmados 78 casos apenas em 2018; número justificado pelo fato de que a maioria, mesmo sendo negro, se declara de cor parda. O segundo lugar ficou com pessoas de cor preta, com 9 casos em 2018; seguida de 3 casos em pessoas brancas e dois em ignorados.

Quanto à escolaridade dos indivíduos confirmados com sífilis adquirida, em Parauapebas, no período analisado, os que tiveram ensino funda mental incompleto e ensino médio completo são a maioria, representando em 2018, 28,89% e 26,67% dos casos, respectivamente.

Analisando o bairro de residência dos indivíduos confirmados com sífilis adquirida em 2018, verifica-se que os bairros Rio Verde e Liberdade são os que apresentaram maior número de casos, com 11 casos confirmados cada.

Os números e gráficos usados nesta matéria foram fornecidos pela Vigilância em Saúde, um departamento da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas.

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