20 de junho de 2021

BARRAGEM DA “VALE” ROMPE NA CIDADE DE BRUMADINHO

Outra barragem da Vale rompida; depois de Mariana (MG), em 2015, o maior crime ambiental da história do Brasil, com 18 mortos, que devastou o distrito de Bento Rodrigues, deixando um rastro de destruição à medida em que avançou pelo Rio Doce e até o Oceano Atlântico, a mineradora atinge agora a cidade mineira de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. O rompimento ocorreu no início da tarde desta sexta-feira (25), na Mina Feijão e avançou sobre a cidade. Segundo o vice-prefeito de Brumadinho, Leônidas Maciel, o rompimento da barragem “foi um grave acidente”. O comércio da cidade foi fechado e deve haver mortos, embora não haja confirmação.

O rompimento remete à tragédia em Mariana (MG), onde o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos, o suficiente para encher 24.800 piscinas olímpicas, sendo a maior tragédia ambiental da história do País, e a maior em uma mina no mundo, com prejuízos amvientais incalculáveis.



A Vale informou, por meio da assessoria de imprensa,  ” Que ocorreu, no início da tarde de hoje, o rompimento de uma barragem na Mina Feijão, em Brumadinho (MG). As primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. Ainda não há confirmação se há feridos no local. A Vale acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens.

A prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade.

A companhia Vale vai continuar fornecendo informações assim que confirmadas”. De acordo com a Defesa Civil, os moradores que moram na parte mais baixa da cidade serão retirados das casas.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou que uma equipe do governo federal já está a caminho de Brumadinho. A reportagem apurou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) almoçou em seu gabinete no Palácio do Planalto e, às 14h, logo após o rompimento da barragem começar a ser divulgado, entrou em reunião com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, como estava previsto em sua agenda.

Os militares e os agentes foram acionados e estão indo até uma região do Córrego do Feijão. Segundo informações do chamado do chamado dos bombeiros, trata-se possivelmente de uma barragem de rejeitos e que haveria vítimas. O helicóptero da corporação está sobrevoando o local.

 

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