20 de junho de 2021

BOLSONARO É ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL E NO PARÁ, HELDER VENCE MIRANDA

ELEIÇÕES 2018

Com 55,1% dos votos, Jair Messias Bolsonaro é eleito o 42º presidente do Brasil.

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.



Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.

No Pará, com 55,24% dos votos, Helder Barbalho foi eleito, vencendo Márcio Miranda do DEM, que atingiu 44,76% dos votos.

Helder Barbalho tem 39 anos. Ele nasceu na capital Belém, no dia 18 de maio de 1979, filho de Jader Barbalho e Elcione Barbalho, ambos políticos pelo MDB. Formou-se em administração pela Universidade da Amazônia (Unama).

Helder estreou na política como vereador de Ananindeua, região metropolitana de Belém, em 2000. Dois anos depois, em 2002, elegeu-se deputado estadual. Nas eleições de 2004, foi eleito prefeito de Ananindeua. Em 2008, foi reeleito com 50% dos votos. Em 2014, candidatou-se ao cargo de governador do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene, do PSD.

Em dezembro de 2014, durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), Helder assumiu o cargo de ministro da Pesca e Agricultura. Após a extinção da pasta, por meio da reforma ministerial, ele assumiu como ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos. Helder pediu demissão da secretaria em 20 de abril de 2016. Em seguida, foi nomeado ministro da Integração Nacional pelo presidente Michel Temer (MDB).

Em 2017, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA). Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA) também é citado no mesmo inquérito. O próprio Barbalho, Rocha e o então prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA), teriam solicitado o dinheiro, repassado através do Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. Helder nega que tenha cometido ilegalidades.

Propostas

Helder Barbalho propõe reforçar e reestruturar a Cosanpa para ampliar a cobertura de saneamento básico e abastecimento de água. Helder também destaca em seu plano de governo investimentos em saúde do Estado e a reavaliação dos gastos atuais com as administrações de hospitais regionais.

O novo governador promete ainda planos para combater o desemprego e estimular a geração de vagas de trabalho por meio estímulo ao turismo, a agricultura, a pecuária, a indústria, a mineração, o pequeno e micro empreendimento. Outro compromisso de campanha é a conclusão dos hospitais regionais, e hospitais de Castanhal, Itaituba e Capanema; Abelardo Santos, Calha Norte e também o hospital do Baixo Tocantins.

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