22 de junho de 2021

REMO SE DESPEDE DA SÉRIE C COM A SENSAÇÃO DE QUE PODERIA TER IDO MAIS LONGE

O duelo diante do Náutico, às 19h30 deste sábado (11), teria tudo para ser uma daquelas partidas inesquecíveis (contando e muito para um posicionamento favorável aos azulinos no grupo a) típicas de uma reta final de fase de classificatória da Série C do Brasileirão. Em uma realidade utópica, um grande resultado hoje serviria de empurrão para uma boa campanha no mata-mata do torneio. Mas, a trajetória inconstante ao longo do torneio; além do perigo real de queda para a Quarta Divisão – só dissipado na rodada passada -, mudaram os rumos da prosa remista.

De forma objejtiva, o jogo de hoje não vale nada. Mas, se pensarmos somente no brio dos atletas que vestiram o manto azul marinho ao longo de 18 rodadas, o confronto pode ser maquiado de “disputa por título”. O ‘troféu dignidade’ pode ser erguido por um grupo inteiro – incluindo alguns diretores, atletas, funcionários de diversos departamentos (alguns inclusive desligados ao longo do ano) e, principalmente a comissão técnica liderada por João Nasser, o “Netão”.



Nas costas calejadas do jovem técnico, um mundo em tom azul marinho foi depositado após duas trocas de comando. Saíram o experiente Givanildo Oliveira e o enérgico Artur, até que a missão de soerguer o Leão foi parar nas mãos do comandante acostumado em coordenar o futsal e as divisões de base do clube. Em poucas palavras, Netão definiu (humildemente) a permanência remista na Terceirona como “uma conquista coletiva”.

Na última edição do programa Esporte Roma News (exibido ontem aqui no nosso portal e no canal 523 da Roma Cabo), o lateral-esquerdo Fernandes exaltou o momento azulino e ratificou a ideia de que o time “merecia algo melhor”. – Demorou mas conseguimos engrenar. Se houvesse a possibilidade de disputarmos mais duas partidas, certamente a classificação viria. Infelizmente não podemos voltar no tempo e fazer diferente em alguns jogos onde perdemos pontos preciosos – lamentou o pernambucano de 33 anos – um dos atletas mais experientes do time.

Diante do Timbu, o Remo deve ter Gabriel Lima (em negociação com o Vasco-RJ) de volta à equipe. Na partida contra o Salgueiro-PE, pela última rodada, onde uma magra mas suficiente vitória (por 1 a 0) livrou o Leão da queda, o titular no ataque foi Jayme – autor do tento que sacramentou a conquista dos três pontos mesmo em um confronto longe de Belém.

Se os azulinos não almejam mais nada – exceto deixar o torneio com mais uma vitória e a cabeça erguida – os pernambucanos brigam para se firmarem como primeiros colocados da chave. Há chances de que o Timbu (hoje com 30 pontos) termine em segundo, caso o Atlético-AC (com 27 pontos) vença o ABC-RN, em Natal.

Depois do jogo de hoje, serão quatro meses de hiato para o Remo, até o início da primeira competição de 2019 (o Campeonato Paraense). As “férias forçadas” não estavam nos planos, mas, não há muito o que se fazer. Ao Fenômeno Azul, resta comparecer ao Mangueirão e se despedir de um time que fica marcado nos anais do clube pela superação, acima de qualquer outra coisa.

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