15 de junho de 2021

REDENÇÃO: Cerca de 270 cães com leishmaniose já foram sacrificados

Redenção registra cerca de 270 sacrifício de cães

Uma epidemia de leishmaniose, também conhecida como calazar, já contaminou centenas de cachorros em Redenção, no sul do Pará. Somente nos primeiros meses de 2018, quase 270 animais tiveram que ser sacrificados, porque a doença pode ser transmitida para humanos.

A dona de casa Fabiana Carvalho teve que levar, com pesar, os dois animais de estimação da família para serem sacrificados. Os cães estavam com leishmaniose e o sacrifício foi a saída, já que a doença não tem cura e causa muito sofrimento ao animal.



“Passaram todo tipo de remédio, mas não sarava. Até antibióticos aplicavam neles, mas não curava. Agora eu não quero mais cachorro, porque a gente pega amor, como se fosse um filho da gente”, lamentou a dona dos animais sacrificados.

A transmissão de leishmaniose para humanos ocorre pela picada do mosquito palha, que transporta o protozoário leishmania após picar o cachorro doente. Os principais sintomas da doença em humanos são febre, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.

A cada dez testes feitos nas casas em Redenção, sete dão positivo para a doença. Desde 2014, 6 mil cachorros já foram sacrificados na cidade. Mas, segundo a veterinária Juciane Cappellesso, do Centro de Zoonoses de Redenção, não basta apenas sacrificar os animais, tem que combater o mosquito que transmite a doença, mantendo a cidade limpa.

“Já tem uma epidemia e o problema de Redenção são os mosquitos, que vão aumentando muito, muito mosquito contaminado que picam os cães positivos e posteriormente as pessoas ou outros cães. E o problema de quintais sujos, favorece a desova do mosquito nesses ambientes úmidos e com sujeira”, afirma a veterinária.

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